Líder religioso é preso após denúncias de abusos em acampamentos da igreja, no Pará

A Polícia Civil prendeu, na cidade de Castanhal, região do nordeste paraense, um líder religioso pelo crime de importunação sexual. O acusado Deivisom Carlos da Silva Chaves é líder do Clube de Desbravadores da Igreja Adventista do 7⁰ Dia, em Castanhal.

A investigação teve início ano passado após denúncias recebidas pela Polícia Civil, indicando que Deivisom teria abusado de uma adolescente durante um acampamento da Igreja. Ressalta-se que essas denúncias também foram encaminhadas para o Conselho Tutelar.

No curso das investigações, 6 testemunhas foram ouvidas pela equipe plantonista, ocasião em que foi identificada outra vítima, uma adolescente de 15 anos, a qual narrou em sede de escuta especializada que durante um acampamento da Igreja Deivisom tocou em seus seios e depois saiu como se nada tivesse acontecido. Durante as investigações, identificou-se uma terceira vítima, também adolescente.

Ela narrou que durante uma vigília na igreja, Deivisom a seguiu na cozinha e passou a beijá-la sem sua permissão. Consta nos autos que, de acordo com uma líder conselheira do Clube dos Desbravadores do Apocalipse, o acusado se aproximava e aproveitava das jovens mais vulneráveis.

Prisão e Custódia

A prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário e, na tarde de terça-feira (27), o acusado foi localizado e preso por policiais civis da Delegacia da Mulher. Após ser ouvido na Delegacia, Deivison foi encaminhado para o Centro de Recuperação de Castanhal (CRCAST), onde ficará custodiado até outra decisão da Justiça.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA Igreja Adventista do Sétimo Dia

Diante da notícia sobre a prisão preventiva de um ex-líder local, no contexto de investigações conduzidas pelas autoridades competentes, a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Castanhal vem a público esclarecer que:

1. Desde que tomou conhecimento da denúncia, a igreja acompanhou o caso e adotou de forma imediata e responsável todas as medidas administrativas cabíveis. O envolvido foi afastado de todas as atividades eclesiásticas e, desde então, não exerce qualquer função ou responsabilidade de liderança na igreja.

2. Na ocasião em que teve ciência dos fatos, a igreja prestou acolhimento inicial, oferecendo apoio pastoral à vítima e à sua família, colocando-se à disposição para orientar e colaborar com os encaminhamentos necessários, respeitando sempre os limites institucionais e legais.

3. A igreja manteve-se, desde o início, à disposição das autoridades competentes, colaborando sempre que solicitada, inclusive por meio de depoimentos e do fornecimento de informações pertinentes ao caso, reafirmando seu compromisso com a verdade e com a justiça.

4. As novas informações que vieram a público, decorrentes do avanço das investigações oficiais, causam profunda indignação e reforçam a necessidade de cuidado, respeito e apoio às vítimas e a seus familiares, especialmente neste momento de dor e vulnerabilidade.

5. A Igreja Adventista do Sétimo Dia repudia de forma veemente qualquer tipo de violência, abuso ou violação de direitos e reafirma seu compromisso inegociável com a dignidade humana, a proteção integral de crianças e adolescentes e o pleno respeito às leis.

6. Esse compromisso se expressa também por meio de ações permanentes de conscientização, prevenção e orientação, como campanhas educativas voltadas ao enfrentamento da violência e do abuso contra mulheres e crianças, a exemplo do
projeto Quebrando o Silêncio, que há anos mobiliza a comunidade para a informação, a denúncia responsável e a promoção de ambientes seguros.

7. A instituição reafirma sua missão de promover valores éticos, espirituais e sociais que contribuam para uma sociedade mais justa, segura e respeitosa.

Atenciosamente, Igreja Adventista do Sétimo Dia

Fonte: Diário do Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/01/2026/11:02:20

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