Jovem é preso suspeito de incentivar violência no ambiente virtual

Uma operação coordenada em âmbito nacional resultou, na manhã desta terça-feira (4), na prisão preventiva de um jovem de 18 anos em Tucuruí, no sudeste do Pará. A ação faz parte da Operação Livia, que reúne forças policiais de diferentes estados para combater crimes praticados em ambientes virtuais.
No Pará, o trabalho foi executado pela Polícia Civil, por meio de equipes de inteligência e investigação, em apoio às apurações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Além da ordem de prisão, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão no município.
De acordo com as investigações, o jovem é suspeito de participar da administração de uma comunidade na internet voltada à disseminação de conteúdo extremista e à prática de violência. Conforme a apuração, integrantes desse grupo teriam aliciado e pressionado uma adolescente de 13 anos, moradora de Mato Grosso do Sul, a tirar a própria vida, que teria sido transmitido ao vivo em uma plataforma digital.
Durante o cumprimento dos mandados em Tucuruí, os policiais recolheram celulares e outros equipamentos eletrônicos que passarão por perícia e poderão auxiliar no avanço das investigações.
A polícia apreendeu equipamentos que podem ter sido usado nos crimes
A Operação Livia foi desencadeada simultaneamente em vários estados brasileiros. Além da prisão efetuada no Pará, a ofensiva também cumpriu cinco mandados de internação de adolescentes investigados por envolvimento no mesmo grupo nos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
O grupo possui integrantes em vários estados brasileiros
Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou uma rede virtual que atuava no recrutamento de adolescentes em situação de vulnerabilidade. As apurações indicam que os participantes incentivavam práticas como automutilação, violência extrema e outros comportamentos de alto risco, utilizando plataformas digitais para ampliar o alcance das ações.
A operação é coordenada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.



Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 05/08/2026/15:02:20
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