Israel diz que matará novo líder supremo do Irã; Trump dará “palavra final”

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o próximo líder supremo do Irã será assassinado, independentemente de quem seja o escolhido. As ameaças ocorrem dias depois do assassinato do aiatolá Ali Khamenei nos ataques feitos pelo Estado judeu com o apoio dos Estados Unidos.

Katz disse que o próximo aiatolá iraniano será morto em defesa do que chamou de “mundo livre”. “Qualquer dirigente eleito pelo regime terrorista iraniano para continuar o plano de destruição de Israel, ameaçando os EUA, o mundo livre, os países da região e reprimindo o povo iraniano, será alvo de assassinato. Não importa seu nome, nem onde ele se esconda”, declarou em postagem nas redes sociais.

A ameaça de Katz se dá no contexto da escolha do Irã para definir seu novo líder supremo. O principal cotado para a função é Mojtaba Khamenei, segundo filho de Ali Khamenei.

Israel e EUA têm feito ataques com o intuito de destruir as principais lideranças do Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que 48 líderes iranianos foram mortos desde o fim de semana, mas não especificou hierarquias e cargos ocupados. Também não há registros de atentados contra o possível sucessor de Ali Khamenei.

O regime iraniano elegeu um aiatolá interino para conduzir a substituição de Khamenei. Alireza Arafi foi escolhido para comandar o processo de definição do novo líder supremo do país, que vive sob um regime teocrático.

Paralelamente, Israel e EUA continuam a bombardear o Irã. O Exército israelense afirmou ter realizado ataques “em larga escala” contra Teerã.

Segundo comunicado divulgado à imprensa, os alvos dos bombardeios são “terroristas iranianos”. Israel também declarou que mira “locais de lançamento de mísseis, sistemas de defesa aérea e outras infraestruturas militares” do Irã.

Os militares israelenses anunciaram ainda ter abatido um avião de combate iraniano sobre Teerã. “Um avião Adir (F-35) da Força Aérea Israelense abateu recentemente um avião de combate iraniano (YAK-130) sobre Teerã”, declarou o Exército.

Explosões foram ouvidas na região norte de Teerã, segundo a agência AFP. Em cinco dias de guerra, centenas de civis já foram mortos, incluindo dezenas de crianças.

Simultaneamente, Israel voltou a travar batalhas contra o Hezbollah, no Líbano. O Exército israelense reforçou posições no sul libanês e atacou um hotel em Baabda, o que deixou ao menos 11 pessoas mortas.

Com duas frentes de guerra, Israel prevê uma solução para o conflito na região em um prazo de até dez dias. Segundo a agência de notícias RFI, um integrante do alto escalão do governo israelense afirmou não acreditar em uma guerra duradoura e espera a resolução do conflito ainda neste mês.

A “palavra final” para a conclusão da guerra será dada por Trump, ainda de acordo com a RFI. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu entende que o presidente norte-americano determinará o momento de encerrar os confrontos. Antes, porém, a Casa Branca mencionou a possibilidade de pelo menos um mês de guerra.

O Irã também disparou mísseis contra Israel. Parte de um projétil caiu nas proximidades de Beit Shemesh, cidade israelense a cerca de 20 quilômetros de Jerusalém, que já havia sido atingida anteriormente e onde morreram nove pessoas. Desta vez, não houve feridos.

O regime iraniano afirma buscar o “controle total” do Estreito de Ormuz para garantir poder no confronto. A rota é estratégica para o comércio global de petróleo, e seus efeitos já são sentidos na economia mundial.

A Guarda Revolucionária do Irã prometeu agir com firmeza contra seus inimigos. “Estamos em estado de guerra. Aqueles que agirem, de qualquer forma, em palavras ou ações, de acordo com os interesses ilegítimos do inimigo agressor, serão tratados com firmeza e severidade, de acordo com as leis e regulamentos em vigor”, declarou o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, citado pela agência Mizan.

Os EUA afirmam ter causado várias baixas às forças militares iranianas. Segundo o chefe do Comando Central norte-americano, almirante Brad Cooper, até agora os Estados Unidos atacaram cerca de dois mil alvos no Irã, afundaram 17 navios e um submarino. Conforme Cooper, o Irã disparou 500 mísseis balísticos e dois mil drones.

O Irã também tem mirado bases norte-americanas em países vizinhos. Os principais alvos até o momento foram instalações nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita.

O número de mortos no Irã chega a 800, segundo o grupo Crescente Vermelho. A entidade também contabiliza 740 feridos e 153 cidades iranianas atingidas.

Fonte: UOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progressso 04/03/2026/10:27:27

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