Influenciadora investigada por morte de sargento é executada a tiros em Mãe do Rio

Evelyn Lima Dantas, influenciadora digital que havia sido presa sob suspeita de envolvimento na morte de um sargento da Polícia Militar em Mãe do Rio, no nordeste do Pará, foi executada a tiros durante a madrugada desta quarta-feira (16). O crime ocorreu por volta das 3h30, em uma residência localizada na rua Bernardo Ferreira de Oliveira, no bairro São Francisco, no mesmo município da morte do PM.

Segundo informações policiais, dois homens invadiram a casa onde a vítima estava, renderam o pai dela e arrastaram Evelyn até a parte da frente da residência. No local, os atiradores efetuaram diversos disparos. O corpo foi encontrado na calçada, coberto por um lençol.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h57, após moradores relatarem terem ouvido disparos. Ao chegar ao endereço, a guarnição encontrou o pai da vítima lavando o local. Ele foi orientado a interromper a ação para preservar a cena do crime.

Ainda conforme o relato, os suspeitos fugiram em um carro, mas o pai da vítima não soube informar o modelo ou a cor do veículo. Antes da fuga, os criminosos teriam pichado a sigla “TCP” na frente do imóvel.

Equipes das polícias Civil, Militar e Científica estiveram no local. O corpo foi removido para os procedimentos periciais, e os policiais iniciaram diligências para identificar e localizar os responsáveis pelo homicídio. A motivação da execução ainda não foi esclarecida.

Prisão e investigação

Evelyn, também identificada como Evellyn Dantas, foi presa em 30 de julho, durante uma operação integrada das forças de segurança que investigava o assassinato do sargento Alves. A ação ocorreu nos municípios de Mãe do Rio e Paragominas e resultou, até aquela noite, em cinco suspeitos mortos, cinco pessoas presas, uma adolescente apreendida e na apreensão de armas, munições e drogas.

Segundo as investigações divulgadas à época, a influenciadora era suspeita de prestar apoio logístico ao grupo criminoso envolvido na morte do militar. Durante as diligências, ela teria indicado um local onde estavam escondidos materiais utilizados pelo grupo. No endereço, os policiais apreenderam dois carregadores alongados de pistola, entorpecentes e uma balança de precisão.

Evelyn foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil, autuada e permaneceu à disposição da Justiça. A adolescente apreendida também era suspeita de participação no apoio logístico à ação criminosa.

A operação contou com equipes do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), da 3ª Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (CIME), do 3º Batalhão de Missões Especiais (BME), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP), da Delegacia de Homicídios, da Superintendência Regional do Capim, do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Paragominas e do serviço de inteligência.

Entre os cinco suspeitos que morreram no confronto com os policiais durante a operação estavam Thiago Silva da Silva, conhecido como “TH”; Anderson Ferreira da Silva, o “Dandan”, apontado como um dos executores do sargento; Deilson Carneiro da Silva, conhecido como “Maranhão”; e Carlos Eduardo Pinheiro Ferreira, investigado por fornecer munições utilizadas no crime. Um quinto suspeito, que não teve a identidade informada, também morreu, conforme informou a Polícia Militar.

Soltura

Evelyn deixou o presídio feminino de Ananindeua no sábado (12/9), após decisão da Justiça do Pará. Segundo a decisão, não surgiram novos elementos capazes de reforçar os indícios de envolvimento dela no homicídio do sargento. A influenciadora também havia sido autuada por suspeita de tráfico de drogas. A liberdade foi concedida com medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar.

O caso

O sargento Alves foi morto a tiros na noite de 29 de julho, em frente ao Supermercado Mãe do Rio. Ele também havia comandado a Guarda Municipal do município. De acordo com a Polícia Civil, quatro criminosos encapuzados chegaram ao local em um veículo Citroën C4 Cactus, de cor grafite, e efetuaram diversos disparos contra o militar, atingindo-o principalmente na região da cabeça. Após o ataque, os suspeitos fugiram.

O homicídio desencadeou uma força-tarefa das polícias Civil e Militar para identificar os envolvidos. As diligências incluíram bloqueios, abordagens, incursões e levantamentos de inteligência, com ações concentradas em Mãe do Rio e Paragominas.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/09/2026/07:26:24

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