Ibama e ICMBio intensificam combate à exploração ilegal de madeira no Pará com a Operação Maravalha

A Operação Maravalha, coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tem ampliado a fiscalização sobre a cadeia produtiva da madeira no Pará e gerado forte repercussão na região sudoeste do estado.

Em Trairão, um empresário denunciou que agentes ambientais teriam retirado móveis e cortado madeira dentro de sua marcenaria sem notificação formal prévia. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação, levantando questionamentos sobre os procedimentos adotados durante a fiscalização. O caso ganhou grande visibilidade nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites legais da atuação dos órgãos ambientais e os direitos dos empreendedores do setor madeireiro.

Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais, mostram a movimentação dos móveis durante a ação | Reprodução

Nova ação registrada nesta segunda-feira

Ibama ataca novamente: destruição marca esta segunda-feira (2) em Trairão

Mais um episódio de destruição foi registrado nesta segunda-feira, 2 de março, no município de Trairão. Uma equipe do Ibama voltou a realizar ações que resultaram na destruição de propriedades ligadas a madeireiras na cidade. A nova ofensiva reforça o clima de tensão entre empresários do setor e os órgãos de fiscalização ambiental.

Até o momento, nem o IBAMA nem o ICMBio divulgaram nota oficial detalhando os objetivos específicos da operação ou apresentando um balanço preliminar das ações realizadas em Trairão. A comunidade aguarda esclarecimentos formais que possam trazer segurança jurídica aos empresários e trabalhadores do setor.

Fiscalização ampliada na Amazônia

Deflagrada no dia 24, a operação conta com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar do Pará (PMPA), mobilizando mais de 150 agentes.

Até agora:

  • 26 madeireiras foram vistoriadas, todas com algum tipo de irregularidade identificada;

  • Parte dos empreendimentos operava de forma clandestina, sem documentação ou comprovação da origem da madeira;

  • Cerca de 100 serrarias apresentaram indícios prévios de inconsistências nos sistemas de controle florestal.

Segundo o Ibama, análises de inteligência apontaram possíveis conexões entre áreas de extração ilegal e polos industriais da região.

Áreas sob monitoramento

Entre os territórios considerados estratégicos estão:

  • Terra Indígena Cachoeira Seca

  • Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio

  • Parque Nacional do Jamanxim

  • Floresta Nacional do Jamanxim

  • Floresta Nacional do Trairão

  • Floresta Nacional de Itaituba I

  • Floresta Nacional de Itaituba II

De acordo com o órgão ambiental, essas áreas estão entre as que mais sofrem pressão da exploração ilegal de madeira.

Irregularidades identificadas

Entre as principais práticas constatadas estão:

  • Abertura de ramais clandestinos para escoamento da produção;

  • “Esquentamento” de madeira, quando material extraído ilegalmente é misturado a produtos de planos de manejo autorizados, passando a circular com aparência de legalidade.

O Ibama poderá aplicar medidas administrativas como embargo de atividades, apreensão de madeira, veículos e equipamentos, além da lavratura de autos de infração.

Durante a operação, 90 metros cúbicos de madeira serrada da espécie cupiúba foram doados ao Exército Brasileiro, por meio do 53º Batalhão de Infantaria de Selva, em Itaituba. Já no município de Anapu, parte da madeira apreendida em uma empresa clandestina foi furtada durante a noite, evidenciando os desafios logísticos na guarda do material.

Fonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progressso 04/03/2026/07:34:34

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