Homem que matou a sogra consola a esposa após o crime e depois confessa assassinato, em SP

Um homem de 28 anos foi preso após confessar ter matado a própria sogra, Leonice Aparecida Moscon, de 62 anos, a facadas em Sertãozinho, no interior de São Paulo. Antes de ser apontado como principal suspeito, ele chegou a conceder entrevistas à imprensa, afirmou não saber o que havia acontecido e ainda consolou a filha da vítima após o crime.
Leonice foi encontrada morta dentro de casa na segunda-feira (15), depois que uma das filhas estranhou a falta de resposta às mensagens enviadas à mãe e foi até a residência. Segundo a Polícia Militar, não havia sinais de arrombamento nem indícios de roubo no imóvel.
Em entrevista concedida ainda durante as diligências policiais, Ygor Felizardo afirmou que a esposa encontrou a mãe já sem vida e contou que tentou confortá-la. “Foi minha esposa que viu ela primeiro. Ela gritou ‘mataram minha mãe’. Eu fui até a janela, vi ela com uma faca cravada no peito e consolei minha esposa”, declarou na ocasião.
Horas depois, o homem foi preso em flagrante. Conforme a investigação, roupas com manchas de sangue, um ferimento em uma das mãos e a ausência de sinais de invasão reforçaram as suspeitas contra ele.
Durante o interrogatório, Ygor confessou o crime e relatou que entrou na casa da sogra, pegou uma faca na cozinha e a atacou dentro do quarto. Segundo o delegado Igor Dorsa, ele afirmou ter desferido diversos golpes e continuado as agressões mesmo após a vítima cair no chão. Informações preliminares do Instituto Médico Legal (IML) apontam que Leonice sofreu 38 facadas, entre lesões profundas e superficiais.
Em depoimento, o suspeito alegou sofrer de problemas psiquiátricos e disse acreditar que a sogra representava uma ameaça ao próprio filho. No entanto, a Polícia Civil informou que não encontrou qualquer indício que sustentasse essa versão.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Ygor. A Polícia Civil informou que solicitará um exame de sanidade mental para verificar se ele tinha capacidade de compreender seus atos no momento do crime. Caso seja considerado imputável, responderá por feminicídio perante o Tribunal do Júri. Se for constatada incapacidade mental, poderá ser submetido a medida de segurança com internação psiquiátrica.
A defesa informou que também pretende requerer a instauração de incidente de insanidade mental e afirmou que o investigado possui diagnóstico prévio de transtorno afetivo bipolar.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 23/06/2026/12:38:09
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