Helicóptero da Polícia Federal lança 12 toneladas de sementes e inicia mega projeto de reflorestamento no Brasil

A ação, feita com apoio de helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, integra o plano do MST de plantar 100 milhões de árvores até 2030 em diferentes regiões do país.
O método permite espalhar grande volume de sementes em menos tempo do que o plantio manual, especialmente em áreas extensas ou de acesso mais difícil.
A iniciativa faz parte do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, lançado pelo MST em 2020.
A proposta de usar helicóptero para espalhar sementes ganhou força a partir de experiências no pré-assentamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, no Paraná.
Moradores da região já faziam o lançamento manual de sementes em áreas de reserva e passaram a observar a germinação das plantas.
O pesquisador Josué Evaristo Gomes, filho de assentados e dedicado ao estudo da palmeira-juçara, participou da formulação da proposta.
No relato original, ele afirmou que a ideia parecia “insana” no início, mas foi incorporada pelo movimento após as primeiras experiências locais.
Tarcísio Leopoldo, da direção estadual do MST no Paraná, também atribuiu a confiança na técnica ao conhecimento acumulado pelas famílias rurais sobre a espécie.
Segundo ele, os moradores já conheciam o comportamento da palmeira e haviam observado germinação em grande quantidade nas áreas próximas aos lotes.
A primeira experiência de maior escala ocorreu em junho de 2023, quando foram lançadas cerca de 4 toneladas de sementes de palmeira-juçara.
Na ação seguinte, o volume foi ampliado para 12 toneladas, com inclusão de araucária e monitoramento dos resultados da etapa anterior.
Pesquisadores acompanham germinação das sementes
O acompanhamento acadêmico foi incorporado para avaliar a eficácia da semeadura aérea.
Em áreas monitoradas por pesquisadores ligados à Universidade Federal da Fronteira Sul, foram identificadas milhares de mudas de palmeira-juçara por hectare após o primeiro lançamento.
Segundo os dados divulgados no texto original, o grupo de pós-graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável da UFFS encontrou cerca de 10 mil mudas por hectare.
Em um ano, as plantas haviam germinado e atingido, em média, 14 centímetros de altura.
A medição não elimina a necessidade de acompanhamento por mais tempo.
Em processos de restauração, a sobrevivência das mudas depende de fatores como chuva, luminosidade, solo, presença de animais, controle de plantas competidoras e proteção contra fogo ou pisoteio.
Em 2026, a Jornada da Natureza no Paraná chegou à quarta edição, com previsão de distribuição e semeadura de 30 toneladas de sementes de palmeira-juçara.
Do total previsto, 18 toneladas seriam lançadas por helicóptero, segundo programação divulgada pelo MST.
Viveiros, escolas e agroflorestas sustentam o plano
Apesar da visibilidade da operação aérea, o plano nacional do MST também depende de ações feitas em terra.
Viveiros, mutirões de plantio, sistemas agroflorestais e distribuição de mudas formam a base permanente da estratégia de recomposição ambiental.
Nos viveiros, são produzidas mudas de espécies nativas e frutíferas usadas em assentamentos, acampamentos e áreas de preservação.
Parte das sementes vem do aproveitamento de frutos, como guabiroba, uvaia, ameixa, cereja e jabuticaba, segundo relatos de integrantes do movimento.
Em escolas do campo, estudantes recebem mudas para plantar em casa ou em áreas comunitárias.
No caso da Escola Itinerante Vagner Lopes, no Paraná, o texto original informa que alunos já receberam 15 mil mudas de árvores.
As ações educativas buscam associar o reflorestamento ao cotidiano das comunidades rurais.
Nesse formato, o plantio não ocorre apenas em eventos de grande escala, mas também em atividades acompanhadas por escolas, famílias e organizações locais.
O plano conta com parcerias de universidades, órgãos ambientais, viveiros públicos, prefeituras e outras entidades.
No Paraná, a Jornada da Natureza reúne instituições como Universidade Federal da Fronteira Sul, Ibama, Itaipu Binacional, Instituto Água e Terra, Conab e Embrapa, além de organizações locais.
Segundo João Flávio, agrônomo e integrante da organização do plano de reflorestamento do MST, parte das ações também ocorre por meio de acordos mediados por secretarias municipais de meio ambiente.
Ele citou parcerias ligadas a compensações ambientais, inclusive no norte do Paraná.
Em outra frente, o MST estabeleceu troca de sementes e mudas com viveiros de Itaipu Binacional, do Instituto Água e Terra e de municípios paranaenses.
O movimento informa que sementes obtidas a partir da extração de polpas de frutas são repassadas a viveiros em troca de mudas.
No estado de São Paulo, uma parceria com a Universidade de São Paulo resultou no Projeto Dandara, voltado à transição agroecológica em territórios de reforma agrária.
A iniciativa envolveu famílias cooperadas dos assentamentos Dandara e Reunidas, em Promissão, e implantou sistemas agroflorestais em 13 hectares.
Áreas degradadas entram no mapa da restauração ambiental
O plano nacional também inclui ações em regiões afetadas por degradação ambiental.
Em Minas Gerais, o MST relata iniciativas em áreas atingidas pelos rompimentos de barragens ligados à mineração.
O desastre de Mariana, em 2015, matou 19 pessoas e impactou a Bacia do Rio Doce.
Em 2019, o rompimento da barragem em Brumadinho deixou ao menos 270 mortos e atingiu comunidades próximas ao Rio Paraopeba.
Após o desastre de Mariana, o movimento firmou acordo com o governo de Minas Gerais e a Fundação Renova, criada para executar medidas de reparação relacionadas aos danos provocados pelo rompimento da barragem.
O projeto prevê assistência técnica a famílias assentadas e ações de recomposição ambiental em áreas de recarga hídrica.
Em Brumadinho, o projeto Plantar Árvores foi lançado um ano após o rompimento da barragem.
Segundo o MST, em uma área de 10 hectares antes contaminada por rejeitos, foram plantadas 30 mil mudas frutíferas de 34 espécies.

Fonte:CPG e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/06/2026/16:36:19
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com