Golpe da ligação muda: o que não fazer e como se proteger

O telefone toca em um horário qualquer do dia. Do outro lado da linha, silêncio absoluto. A cena, que durante anos foi encarada apenas como uma ligação incômoda de telemarketing, ganhou um novo significado em tempos de Inteligência Artificial. Hoje, até um simples “alô” pode se transformar em matéria-prima para criminosos especializados em clonagem de voz.

Com o avanço das ferramentas de IA e a popularização de golpes digitais, chamadas silenciosas passaram a ser usadas como armadilhas para capturar registros de voz de vítimas desprevenidas. O objetivo dos criminosos é transformar pequenos fragmentos de áudio em cópias extremamente realistas da fala original para enganar familiares, amigos e até instituições financeiras.

Segundo levantamento do Reclame AQUI, 63% dos brasileiros ainda não conseguem identificar golpes produzidos com Inteligência Artificial, o que aumenta o risco de fraudes envolvendo vozes clonadas, deepfakes e mensagens automatizadas.

O SILÊNCIO DA LIGAÇÃO PODE ESCONDER UM GOLPE SOFISTICADO

Embora nem toda ligação muda seja criminosa, especialistas alertam que esse tipo de chamada vem sendo aproveitada por golpistas para validar números telefônicos e selecionar possíveis vítimas. Muitas dessas chamadas são automáticas e servem apenas para verificar se há alguém disponível para atender.

Quando a pessoa responde, o número passa a ser considerado ativo. Essas listas de contatos atualizadas possuem alto valor no mercado ilegal e frequentemente são comercializadas na dark web, alimentando esquemas de fraudes digitais e campanhas de golpes em massa.

Em versões mais sofisticadas do crime, os golpistas utilizam a chamada silenciosa para gravar a voz da vítima. Um simples “alô”, “quem fala?” ou qualquer reação espontânea já podem fornecer material suficiente para softwares de Inteligência Artificial analisarem timbre, ritmo e padrões vocais.

IA TRANSFORMA ÁUDIO EM VOZ CLONADA

Após obter a gravação, criminosos utilizam ferramentas de manipulação de áudio e Inteligência Artificial para criar uma réplica sintética da voz da vítima. Quanto maior a quantidade de frases capturadas, mais convincente se torna a clonagem.Em alguns casos, os golpistas prolongam a conversa fingindo ser funcionários de bancos, operadores de telemarketing ou representantes de órgãos públicos. O objetivo é obter mais amostras de voz sem despertar suspeitas.

Depois da clonagem, começa a fase mais perigosa do golpe. Utilizando aplicativos como WhatsApp, os criminosos enviam mensagens de áudio para familiares e amigos da vítima. Normalmente, os contatos recebem pedidos urgentes de dinheiro, transferências via PIX ou envio de dados pessoais.

As histórias envolvem acidentes, emergências médicas, assaltos, dívidas inesperadas ou situações dramáticas criadas justamente para impedir que as vítimas tenham tempo de confirmar a informação.

O QUE FAZER SE CAIR NO GOLPE

Caso a voz tenha sido clonada ou utilizada indevidamente, a orientação é agir rapidamente para limitar os danos. O primeiro passo é avisar familiares, amigos e colegas de trabalho sobre a fraude, alertando que mensagens e áudios enviados em nome da vítima podem ser falsos.

Também é importante denunciar os números envolvidos à operadora telefônica, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e aos aplicativos onde os conteúdos foram compartilhados.

Especialistas ainda recomendam salvar prints, mensagens, gravações e qualquer outro material relacionado ao golpe antes de registrar um boletim de ocorrência. O documento é essencial para formalizar a denúncia e auxiliar investigações policiais.

VOZ VIROU DADO SENSÍVEL NA ERA DA IA

O crescimento dos golpes com clonagem de voz mostra como a tecnologia alterou a forma de atuação dos criminosos. Em um cenário no qual a Inteligência Artificial consegue reproduzir vozes humanas com precisão impressionante, especialistas alertam que a voz passou a ser tratada como um dado sensível, tão importante quanto documentos e senhas.

Diante disso, informação, cautela e verificação se tornaram as principais ferramentas de defesa. Afinal, em tempos de IA, até o silêncio de uma ligação pode esconder uma ameaça.

Fonte: Reclame AQUI e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/05/2026/14:38:35

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com