Exército prende três militares condenados no núcleo 4 na trama golpista; 2 estão foragidos

Os réus foram acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado (entenda mais sobre a condenação abaixo).

Foram presos:

➡️Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército. Foi preso em casa, no Espírito Santo, e ficará preso no 38º Batalhão do Exército de Vila Velha (ES);

➡️Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército. Ficará no Batalhão do Exército em Brasília;

➡️Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército. Também cumprirá pena no Batalhão do Exército em Brasília.

O coronel do Exército Reginaldo Abreu, que também deveria ter sido preso nesta sexta, está foragido nos Estados Unidos.

O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet está preso desde 2024. Ele passa a cumprir a pena de forma definitiva nesta sexta (10).

🔎Militares da ativa possuem o direito de cumprir prisão provisória ou pena em estabelecimento militar, e não em presídios civis. A custódia é, portanto, de responsabilidade da própria Força, muitas vezes em unidades da Polícia do Exército.

➡️Por isso, no caso dos três militares, a responsabilidade da prisão é do Exército Brasileiro, e não da Polícia Federal (PF).

A PF será responsável por prender os demais condenados que não são militares. Eles também devem ser encaminhados a presídios civis, enquanto os integrantes das forças irão para comandos militares.

Ao todo, sete réus foram condenados no núcleo 4. Veja a lista:

Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército ;

Reginaldo Abreu, coronel do Exército (está foragido nos Estados Unidos);

Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal (já está preso desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva de forma automática);

Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;

Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;

Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (também está foragido, no Reino Unido);

Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército.

Condenação pelo STF

Os réus foram condenados pelo Supremo em 21 de outubro do ano passado.

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), eles usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas.

Veja as penas às quais cada um foi condenado:

Ângelo Martins Denicoli

Pena: 17 anos em regime inicial fechado; 120 dias-multa.

Reginaldo Vieira de Abreu

Pena: 15 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa.

Marcelo Araújo Bormevet

Pena: 14 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa.

Giancarlo Gomes Rodrigues

Pena: 14 anos em regime inicial fechado; 120 dias-multa.

Ailton Gonçalves Moraes Barros

Pena: 13 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa.

Guilherme Marques de Almeida

Pena: 13 anos e 6 meses em regime inicial fechado; 120 dias-multa.

Carlos César Moretzsohn Rocha

Pena: 7 anos e 6 meses em regime semiaberto; 40 dias-multa.

Outras medidas:

pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

inelegibilidade de todos os réus.

perda do cargo para Marcelo Bormevet (agente da PF;

comunicação ao STM para a declaração de indignidade para o oficialato para Ailton, Angelo, Guilherme, Giancarlo, Reginaldo.

encaminhamento da cópia da AP para o procedimento em que deve ser feita a retomada das investigações contra Valdemar Costa Neto.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 10/04/2026/07:13:39

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