Enxame de abelhas faz família se trancar em casa por medo de ataques, em Ananindeua

A administradora Camila Lucas descobriu no último sábado (8) que dividia o terreno da casa em que mora com os animais após um enxame se instalar no quintal.

“No sábado pela manhã, quando eu vim estender as roupas, não tinha nada. Quando foi por volta de 11h, meio-dia, que eu fui fazer a retirada das roupas, elas já estavam se formando e já tinham bastante”, contou.

Camila mora junto com a mãe idosa, o marido e os dois filhos, um deles alérgico a picada de insetos. A casa fica no bairro do Coqueiro. A mãe, a aposentada Maria Coelho, relatou o medo.

“Tenho muito medo. Eu nem vou no banheiro, nem estender roupa eu vou, com medo delas me atacarem”.

Preocupada com a segurança da família, Camila acionou o Corpo de Bombeiros para a retirada do ninho, mas, segundo ela, nada foi feito. “Eles falaram que, se a gente tivesse alguma urgência, era pra gente contratar por conta própria um apicultor para vir fazer a retirada, ou então aguardar que a nossa ocorrência estaria na fila e eles viriam até nossa residência”, relatou.

Em alguns momentos do dia as abelhas ficam mais agitadas e se espalham por toda a área do quintal. Nesses momentos, os moradores precisam se trancar em casa para se proteger.

“Fico trancada dentro de casa e as abelhas ficam pelas portas e pelas janelas”, disse Maria. “Não é fácil, né? A quentura é demais, nem ventilador dá jeito”, completou

Este é o segundo caso de ninho de abelhas mostrado em Ananindeua. Na semana passada, uma família do bairro do Atalaia denunciou que convive há cinco meses com um enxame no quintal e que já pediu inúmeras vezes que os insetos fossem retirados.

A técnica de edificações Mislene Correa relatou que, neste período, o ninho cresceu e as abelhas passaram a circular dentro da casa. Pelo menos três pessoas já foram picadas pelos insetos.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que enviará uma equipe ao local para avaliar a situação e definir as medidas que podem ser adotadas.

Já a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Ananindeua disse que, em ocorrências envolvendo enxames de abelhas, a atuação da Defesa Civil ocorre de forma complementar e, quando necessário, depois do acionamento do Corpo de Bombeiros.

O órgão orientou que, ao identificar um enxame em área urbana, a população deve evitar qualquer tentativa de remoção por conta própria e acionar imediatamente os bombeiros pelo telefone 193.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 11/08/2026/17:42:33

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