Voltar para a matéria

Para baixar em PDF, na janela de impressão escolha Destino: Salvar como PDF.

Entenda o que muda com a aprovação da PEC da Segurança Pública - Jornal Folha do Progresso

Entenda o que muda com a aprovação da PEC da Segurança Pública

Categoria: BRASIL, GERAL
escrito por Maria Luiza | 4 de novembro de 2026

Diversas mudanças previstas no texto ainda precisarão de regulamentação por leis específicas antes de entrar em vigor. | Carlos Moura / Agência Senado

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, em votação histórica que reuniu 75 votos favoráveis no segundo turno e nenhum contrário.

A PEC 18/2025, enviada pelo governo federal, reorganiza as forças policiais do país, cria regras mais duras para facções criminosas e abre novas fontes de financiamento para o setor.

O texto segue diretamente para promulgação pelo Congresso, sem necessidade de sanção presidencial. A principal mudança estrutural da proposta é a elevação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) ao nível constitucional.

O Susp, criado por lei em 2018, passa a ter respaldo direto na Carta Magna. Com isso, União, estados e municípios ficam formalmente obrigados a coordenar ações de prevenção e combate à criminalidade.

A integração se dará por meio de forças-tarefa conjuntas, intercâmbio de provas e unificação de bancos de dados entre diferentes instituições.

O objetivo é viabilizar investigações que cruzem fronteiras estaduais e atinjam organizações criminosas de alcance nacional.

Regime especial para líderes de facções e milícias

A PEC institui no texto constitucional um tratamento penal diferenciado para integrantes e chefes de facções, milícias e grupos paramilitares.

As restrições serão calibradas conforme a posição hierárquica do indivíduo e a gravidade de suas ações criminosas. Os principais mecanismos previstos são:

Encarceramento em unidades de segurança máxima ou estabelecimentos especiais;
Aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado;
Bloqueio ou restrição severa à progressão de regime;
Limitações à remição de pena por trabalho ou estudo;
Confisco de bens e valores vinculados às atividades ilícitas.

A proposta também responsabiliza corporações privadas envolvidas com organizações criminosas, sem desobrigar seus dirigentes de responder individualmente.

Além disso, cria mecanismos de proteção para delatores e seus familiares. As regras definitivas, porém, dependerão de legislação complementar.

Municípios poderão criar polícias próprias

Outra mudança relevante autoriza prefeituras a constituir polícias municipais de natureza civil, com foco no policiamento ostensivo e comunitário. A criação dessas corporações não será automática.

Cada município precisará comprovar capacidade financeira, cumprir padrões de formação e obter acreditação prévia. As novas polícias ficarão sob controle externo do Ministério Público.

Uma regra impede sobreposição de funções: onde houver polícia municipal, a guarda municipal não poderá exercer as mesmas atribuições.

Mais poder para a Polícia Rodoviária Federal

A PRF, hoje restrita às rodovias federais, ganhará competência para atuar também em ferrovias e hidrovias federais.

A ampliação busca cobrir rotas usadas pelo tráfico de drogas e pelo transporte ilegal de armas em vias aquaviárias e ferroviárias.

Já a Polícia Federal terá reforçadas suas atribuições constitucionais na investigação de crimes com repercussão interestadual ou internacional.

Sistema penitenciário ganha estrutura própria

A proposta cria o Sistema de Políticas Penais, voltado à integração e à organização da gestão prisional no país. O novo sistema fortalece as polícias penais federal, estaduais e distrital.

Entre as medidas previstas estão critérios técnicos para a distribuição de presos entre unidades e a adoção de tecnologias de segurança nos presídios.

A iniciativa tem relação direta com o combate às facções, pois o ambiente carcerário é reconhecido como centro de comando de organizações criminosas.

Financiamento com verbas do pré-sal e proteção de fundos

A PEC redesenha as fontes de custeio da segurança pública. As principais regras de financiamento são:

50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional serão repassados a estados e municípios;
10% do superávit anual do Fundo Social, vinculado às receitas do petróleo do pré-sal, irão para os fundos de segurança;
Os recursos do FNSP, do Funpen e do fundo de aparelhamento da Polícia Federal ficam protegidos contra bloqueios e contingenciamentos.

Uma alteração feita pelo Senado em relação à versão da Câmara foi a exclusão da destinação de recursos provenientes de apostas esportivas para esses fundos.

Maioridade penal fica fora do texto

O debate sobre a redução da maioridade penal dividiu o plenário do Senado, mas o tema foi retirado da PEC por 38 votos a 36.

As emendas que propunham rebaixar a idade de responsabilização criminal de 18 para 16 anos (ou até 14 anos, em casos específicos) tramitarão separadamente.

A decisão preservou a unidade do texto principal e evitou o risco de rejeição da proposta por divergências no ponto mais polêmico.

Próximos passos após a aprovação

Com a conclusão da votação em dois turnos, a emenda constitucional segue para promulgação direta pelo Congresso Nacional.

Diversas mudanças previstas no texto ainda precisarão de regulamentação por leis específicas antes de entrar em vigor.

Fonte: Tempo Novo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/11/2026/15:22:53

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

https://news.folhadoprogresso.com.br/entenda-o-que-muda-com-a-aprovacao-da-pec-da-seguranca-publica/