Empresário de SC foi envenenado lentamente por um mês pela esposa e amante, aponta inquérito

A investigação sobre a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, revelou que a esposa da vítima teria utilizado a repercussão nacional da chamada “crise do metanol” para tentar disfarçar o assassinato.

De acordo com o delegado Édipo Flamia, responsável pelo caso, a suspeita teria colocado metanol na cerveja consumida pelo marido durante o período em que o país registrava casos de intoxicação provocados por bebidas adulteradas.

O empresário morreu no dia 15 de fevereiro, após permanecer internado por 10 dias em estado grave no Hospital Divino Salvador. Segundo a investigação, ele foi intoxicado lentamente ao longo de cerca de um mês.

A apuração da Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que a mulher e o amante dela planejaram o crime para ficarem juntos e também por interesse financeiro. Os dois foram indiciados e permanecem presos preventivamente.

Conforme o inquérito, três substâncias diferentes foram usadas para envenenar a vítima, sendo metanol adicionado à cerveja, soda cáustica misturada em medicamentos e agrotóxico conhecido como “chumbinho”.

A polícia destacou que o “chumbinho” é um produto proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Internação

O empresário foi internado no dia 5 de fevereiro já em estado crítico. Sem apresentar melhora, passou por exames toxicológicos, cujo resultado apontou intoxicação por carbamato ou organofosforado. Dois dias depois, ele morreu.

Segundo o delegado, a vítima permaneceu sedada e em ventilação mecânica praticamente durante todo o período de internação.

A investigação também apontou que os suspeitos tentaram ocultar provas físicas e digitais para fazer a morte parecer natural.

Outro ponto apurado pela Polícia Civil indica que a esposa realizou pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do marido. O profissional responde administrativamente por suposta violação das normas internas do hospital e do código de ética da enfermagem.

A mulher está presa em Chapecó, enquanto o amante foi detido em Palmas. Durante os interrogatórios, ambos permaneceram em silêncio. Os investigados poderão responder por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de veneno e emprego de meio cruel e insidioso.

Fonte: nsc total e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/05/2026/08:18:33

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