Em 2 meses, Ricardo Couto troca 20 nomes do 1º escalão e exonera 2,7 mil comissionados no RJ

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador assumiu o comando do Palácio Guanabara até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se o estado terá uma eleição indireta para escolher um governador-tampão no lugar de Cláudio Castro (PL).
O julgamento no STF está suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Secretaria de Polícia Penal e Degase
Para o lugar de Maria Rosa, foi nomeada Alessandra Rosa Odawara, policial penal de carreira com 17 anos de atuação no sistema penitenciário.
A outra mudança ocorreu no comando do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). O delegado federal Victor Poubel deixou o cargo, e o delegado da Polícia Civil Cristiano do Vale Maia assumiu a chefia do órgão. Antes, ele comandava a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima.
Foi a 20ª troca no primeiro escalão desde o início da gestão interina de Ricardo Couto. As mudanças atingiram tanto o comando das secretarias quanto a estrutura administrativa do governo.
Mudanças em 20 secretarias e órgãos
Levantamento do RJ2 mostra que 20 pastas e órgãos tiveram alterações na chefia. As mudanças atingiram áreas estratégicas, como as secretarias da Casa Civil, Governo e Planejamento. Servidores de carreira passaram a ocupar postos centrais na administração estadual.
O mesmo ocorreu em áreas como Saúde e Defesa do Consumidor. Na Cedae e no Rioprevidência, as mudanças foram motivadas por investimentos no Banco Master, que passaram a ser investigados.
Três das mudanças recentes tiveram como objetivo reduzir a influência do empresário Ricardo Magro, dono da Refit, no governo estadual. As trocas ocorreram nas secretarias do Ambiente e Fazenda e na Procuradoria-Geral do Estado.
Segundo a Polícia Federal, a gestão anterior teria favorecido interesses da refinaria, considerada a maior devedora do país e a segunda maior do estado do Rio. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) criou um grupo de trabalho para revisar todos os procedimentos de licenciamento concedidos à Refit.
A medida foi tomada porque o órgão havia autorizado licenças ambientais mesmo diante de pareceres técnicos que apontavam contaminação do solo.
Na época em que o TCE suspendeu a licitação, a Secretaria de Polícia Penal disse que a medida era contrária a manifestações técnicas do próprio Tribunal e do Ministério Público de Contas. E que o edital incorporou ajustes e aprimoramentos, garantindo competitividade, legalidade e segurança na prestação do serviço.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 26/05/2026/07:07:56
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