Eleições no Peru: Fujimori alcança vantagem irreversível sobre Sánchez

A direitista enfrentou Roberto Sánchez, da esquerda, no segundo turno das eleições peruanas, que ocorreu no início de junho. A apuração dos votos, que pode demorar mais de um mês no total, mostrou um cenário de forte polarização no país. A diferença de votos entre os dois chegou a ser de 0,1 ponto percentual.

Na noite de terça-feira (23), no entanto, Fujimori avançou, e a margem entre os dois candidatos ficou maior que o número de votos ainda a serem apurados.

👉 Até a última atualização da contagem de votos, na manhã desta quarta-feira (24), Fujimori tinha 9.206.241 votos, frente aos 9.162.855 de Sánchez — uma diferença, portanto, de 43.386. Com 99,859% das urnas apuradas, faltavam, ainda, cerca de 40 mil votos a serem contabilizados — mesmo que Sánchez levasse todos os votos restantes, Fujimori seguiria à frente.

A imprensa peruana afirma Fujimori deve ser declarada a nova presidente do Peru ainda nesta quarta, apesar de o adversário Roberto Sánchez não reconhecer o resultado (leia mais abaixo). A direitista substituirá o atual presidente, José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu o poder de forma interina há apenas quatro meses.

Zelada substituiu o ex-presidente José Jeri, que também ficou no cargo por apenas quatro meses e foi destituído pelo Congresso por má conduta após vir à tona que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Sua antecessora, Dina Boluarte, também foi destituída por escândalos de corrupção.

As crises foram só as últimas envolvendo presidentes do Peru, que vive na última década uma das piores crises políticas de sua história. Só nos últimos oito anos, o país andino teve oito presidentes.

Recontagem

“Acreditamos que houve manipulação da votação. Não reconheceremos o governo de Fujimori”, disse Sánchez, acusando a ONPE, autoridade eleitoral do Peru, e a campanha de Fujimori de irregularidades nos votos depositados no exterior.

As autoridades eleitorais peruanas já vêm revisando as cédulas contestadas do segundo turno de 7 de junho há pouco mais de duas semanas.

Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Advogados especializados em direito eleitoral, ouvidos pelo jornal local El Comercio, afirmam que o pedido não tem fundamento jurídico e serve apenas para atrasar a proclamação oficial dos resultados.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/06/2026/10:02:50

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