É do Brasil: cientistas na lista da ‘Time’ dizem que pesquisa nacional pode salvar e transformar vidas

Para os dois pesquisadores, o reconhecimento internacional vai além de uma conquista individual. É um indicativo do potencial da ciência brasileira de gerar impacto direto na vida das pessoas — seja na saúde pública, seja na produção de alimentos.

“É um grande privilégio, mas o que mais importa é mostrar que a ciência é o caminho para trazer proteção à população. A pesquisa brasileira pode salvar milhares de pessoas.

Não tenho palavras para expressar a alegria de ter um reconhecimento desse, mas é um reconhecimento que não é só meu, é da pesquisa brasileira, é da ciência brasileira, é de instituições públicas que sempre investiram e acreditaram.

Da pesquisa ao impacto real

As trajetórias dos dois cientistas têm em comum uma longa trajetória de dedicação a descobertas que vêm mudando realidades.

Moreira, incluído na categoria “Inovadores”, trabalha há 17 anos no desenvolvimento do método Wolbachia. A técnica consiste em introduzir uma bactéria no mosquito Aedes aegypti, impedindo a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Ele se dedicou por anos a um tema que é considerado negligenciado. Como essas doenças afetam países tropicais e em desenvolvimento, durante décadas houve pouca pesquisa para freá-las.

E isso foi se tornando um problema cada vez maior: desde os anos 2000, mais de 18 mil pessoas morreram por dengue no Brasil e outras 25 milhões já tiveram a doença – o que pressiona o sistema de saúde.

Hoje, os mosquitos “turbinados” são parte da política pública brasileira de combate à dengue. O país tem a maior fábrica desses insetos do mundo.

“O método saiu do campo científico e agora é uma forma de controle, listada como uma política pública pelo Ministério da Saúde”, explicou.

Já Hungria, reconhecida como “Pioneira”, desenvolve pesquisas voltadas ao uso de microrganismos do solo para substituir fertilizantes químicos. A agricultura, um pilar fundamental da economia brasileira, depende desse tipo de substância, que afeta o meio ambiente.

A meta de vida da pesquisadora era criar uma solução que pudesse afetar menos o meio ambiente, seguindo para um “agro mais sustentável” e barato para a economia nacional. Após 34 anos de dedicação, ela conseguiu.

A pesquisadora identificou e selecionou bactérias que facilitam a fixação do nitrogênio nas lavouras de soja. Este nutriente é indispensável para que as plantas cresçam e se desenvolvam. A pesquisa, feita na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná, deu origem a um produto chamado inoculante, que é misturado à semente na hora do plantio. Ele diminui o impacto ambiental e é mais barato.

O resultado? Hoje, 85% das áreas com cultivo de soja no país adotam o produto desenvolvido por ela. Isso resulta em uma economia de cerca de R$ 140 bilhões. Além de reduzir o impacto da produção dessa commodity tão importante para o país no meio ambiente.

“Hoje, o agricultor economiza, já que os biológicos são muito mais baratos do que os químicos. E faz tudo isso de uma forma mais respeitosa com a natureza… melhorando a saúde do solo, deixando menos resíduos dos alimentos”, explica.

Os dois cientistas reforçam que o reconhecimento da revista “Time” mostra o quão importante e relevante é a ciência nacional.

“É preciso agradecer à ciência, à pesquisa brasileira e a todos aqueles que nos ajudam a conduzir [o processo] de modo resiliente”, pontua Mariangela.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/04/2026/07:13:30

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

5 erros que iniciantes cometem ao comprar criptomoedas