Desenrola Adimplentes começa hoje: veja como renegociar dívidas e quem pode participar

O Desenrola voltado aos trabalhadores informais deve começar nesta segunda-feira (10), trazendo novas regras para facilitar o acesso ao crédito a quem mantém as contas em dia, mas ainda enfrenta juros elevados por não possuir renda formal comprovada.
O que é o Desenrola Adimplentes?
O Desenrola Adimplentes é uma linha de crédito voltada a trabalhadores informais que estão com os pagamentos em dia e buscam melhorar as condições de seus empréstimos.
A proposta permite substituir empréstimos pessoais por uma nova operação de crédito, com juros potencialmente menores, ajudando a reduzir o custo da dívida.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso de trabalhadores informais a condições de crédito mais vantajosas, com isso milhares de autônomos podem substituir empréstimos caros por operações com taxas reduzidas, utilizando garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
O que mudou dessa nova etapa?
Diferentemente das primeiras etapas do programa, que priorizaram consumidores inadimplentes, a nova modalidade é destinada aos chamados “bons pagadores”. Poderão participar trabalhadores sem vínculo empregatício formal, como motoristas por aplicativo, vendedores ambulantes, diaristas, prestadores de serviços, artesãos e outros profissionais autônomos que possuem empréstimos em dia, mas pagam juros elevados no mercado tradicional.
Para ingressar no programa, o trabalhador deverá atender aos critérios definidos pelo Ministério da Fazenda. Entre eles estão não possuir vínculo formal de trabalho, ou seja, não ser empregado com carteira assinada, aposentado, pensionista ou servidor público, possuir dívida de crédito pessoal de até R$ 15 mil, ter quitado pelo menos quatro parcelas do contrato e estar adimplente ou com atraso máximo de 90 dias.
Juros reduzidos e prazo estendido
Na prática, o programa permitirá que o banco conceda um novo financiamento para quitar integralmente a dívida anterior. A principal vantagem será a redução dos juros, limitados a 1,99% ao mês, percentual significativamente inferior ao praticado em muitas operações de crédito pessoal destinadas aos trabalhadores informais. O prazo seguirá o tempo restante do contrato original, podendo ser prorrogado em até seis meses.
As parcelas não poderão ultrapassar 90% do valor atualmente pago pelo cliente.
Outro benefício previsto é a possibilidade de contratação de crédito adicional de até 50% do saldo devedor renegociado, desde que a instituição financeira aprove a operação. As operações contarão com cobertura do Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo criado para reduzir o risco dos bancos e ampliar a oferta de crédito ao público contemplado. Inicialmente, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil devem operar a linha, enquanto instituições privadas ainda avaliam adesão.
Correção de distorção histórica
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca corrigir uma distorção histórica do mercado de crédito. Embora muitos trabalhadores informais mantenham bom histórico de pagamento, eles costumam pagar juros entre 6% e 12% ao mês por não conseguirem comprovar renda fixa, situação que encarece empréstimos e dificulta investimentos na atividade profissional.
Especialistas avaliam que a iniciativa pode beneficiar milhões de brasileiros que vivem da economia informal. Além de reduzir o custo das dívidas atuais, a expectativa é ampliar o acesso ao crédito produtivo, permitindo investimentos na compra de equipamentos, veículos, mercadorias e capital de giro para pequenos negócios.
Fonte: DIARIO DO PARÁ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 10/08/2026/15:09:09
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