Crise no Oriente Médio acende alerta vermelho para economia do Pará

A crescente instabilidade no Oriente Médio volta a pressionar a logística global e acende um sinal de alerta para a economia do Pará, cuja inserção internacional é fortemente baseada na exportação de commodities minerais e agropecuárias. Para a Federação das Indústrias do Estado do Pará, o cenário exige cautela, planejamento estratégico e capacidade de adaptação diante de um ambiente externo mais volátil e imprevisível.

A intensificação das tensões na região, com reflexos diretos sobre rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, amplia os riscos para cadeias produtivas dependentes do transporte marítimo de longa distância. Em um contexto de alta do petróleo, encarecimento dos fretes e aumento dos custos de seguro e financiamento, indústrias paraenses podem enfrentar maior pressão sobre margens e competitividade, avalia o economista e vice-presidente da Fiepa, Clóvis Carneiro.

Levantamento do Centro Internacional de Negócios da Fiepa mostra que, embora não seja o principal parceiro comercial do estado, o Oriente Médio representa uma frente relevante na estratégia de diversificação das exportações paraenses. Em 2025, as vendas de minério de ferro para a região somaram US$ 277,7 milhões, com Omã como principal destino. No segmento de carne bovina, o volume exportado alcançou US$ 389,1 milhões, com destaque para mercados como Iraque, Líbano, Israel e Arábia Saudita.

Segundo Carneiro, o impacto imediato mais sensível recai sobre os custos logísticos. “A grande preocupação é com o preço do petróleo, que poderá criar instabilidades nos mercados financeiros e na logística mundial, afetando diretamente os custos de fretes, seguros e encargos financeiros das exportações”, afirma. Para setores como mineração e pecuária, altamente dependentes do transporte marítimo internacional, qualquer elevação prolongada desses custos pode comprometer resultados e planejamento operacional.

Impactos da Crise no Oriente Médio na Economia do Pará

O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, avalia que a escalada geopolítica também evidencia fragilidades estruturais do Brasil no campo energético. Em um cenário de conflito e pressão sobre o preço do petróleo, o país ainda convive com limitações de reservas e dependência de importação de derivados, o que amplia a vulnerabilidade da economia a choques externos. Para ele, o momento reforça a necessidade de decisões estratégicas, sobretudo no debate sobre novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial.

Outro fator determinante é o tempo de duração da crise. Quanto mais prolongada a instabilidade, maiores tendem a ser os impactos sobre a economia global. Um cenário de conflito duradouro pode inclusive desencadear desaceleração ou recessão internacional, reduzindo a demanda por commodities e afetando diretamente o desempenho das exportações industriais paraenses.

Há ainda a dependência indireta em relação à economia chinesa, principal destino das exportações do Pará. A China é fortemente dependente do petróleo do Oriente Médio, com cerca de metade de suas importações passando pelo Estreito de Ormuz. Uma eventual desaceleração chinesa, provocada por restrições energéticas ou encarecimento do petróleo, teria efeito imediato sobre a demanda por minério de ferro e outros produtos exportados pelo estado.

Recomendações da FIEPA

Diante desse quadro, a FIEPA aponta dois elementos centrais a serem monitorados: a duração do conflito e seus desdobramentos sobre as principais economias globais, como Estados Unidos, China e União Europeia. Para o Pará, cuja balança comercial é sustentada majoritariamente por commodities, o momento exige prudência e visão estratégica para atravessar um cenário internacional mais instável, em que planejamento e resiliência deixam de ser diferencial e passam a ser condição de sobrevivência.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/03/2026/14:39:52

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