Criança de 5 anos picada por jararaca em Novo Progresso recebe alta após quase um mês internada no Hospital Regional do Baixo Amazonas

Uma história de superação e cuidado que terminou com final feliz no oeste do Pará.
João Paulo Soares ficou cerca de um mês internado no Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), recebendo atendimento do corpo clínico e da equipe multiprofissional da unidade para o tratamento da lesão na mão esquerda.
Uma jornada de aproximadamente um mês teve final feliz. No dia 14 de janeiro, João Paulo Soares Mendes, de 5 anos, foi picado por uma cobra jararaca na mão esquerda, no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Foram muitos dias de angústia para a família até o último fim de semana, quando a criança recebeu alta do HRBA, em Santarém, no oeste do estado.
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“A gente estava próximo dele, o pai dele e eu. O João e o irmão foram pegar goiaba em um sítio, e acho que a cobra estava camuflada. Não sei se ele pegou nela ou se, quando abaixou a mão, ela picou. Só sei que já vieram gritando de lá. Nós demos os primeiros socorros, pegamos um avião bem rápido para a cidade de Novo Progresso, fomos atendidos no hospital de lá e, com quatro dias, fomos encaminhados para cá, para Santarém”, contou a mãe do menino, Leidiane Soares Santos, de 30 anos.
Quando o paciente chegou ao HRBA, apresentava lesões graves na mão esquerda, com bolhas, necrose e muito inchaço. João Paulo foi avaliado por médicos das áreas de cirurgia pediátrica, cirurgia vascular, infectologia e pediatria, além de profissionais do setor de fisioterapia e do time cuidador de pele do hospital. Ele recebeu atendimento especializado do corpo clínico e da equipe multiprofissional da unidade, para que pudesse se recuperar sem a necessidade de procedimento cirúrgico.
“Ele recebeu todo o suporte do hospital durante este período de internação, com antibióticos, analgesia, sessões com a nossa equipe de fisioterapia para a recuperação da mão e muitos, mas muitos curativos. Ele evoluiu muito bem. Foi uma recuperação acima do esperado, considerando o tempo de recuperação e a gravidade das lesões. Recebeu alta e não ficará com sequelas; saiu com as lesões praticamente cicatrizadas e já movimentando a mão normalmente. Tivemos a participação de todos os setores do hospital, e o João agora já pode voltar para casa”, destacou a pediatra Francivalda Batista Bernardes Calçado, que atendeu o paciente.
Tratamento das lesões
Para o tratamento das lesões causadas pela picada de jararaca, o menino recebeu atendimentos diários dos profissionais do time cuidador de pele do HRBA, que utiliza técnicas e tecnologias como laserterapia, ozonioterapia, cobertura com carvão ativado com prata, alginato com prata e curativos a vácuo.
Somente no ano passado, a unidade realizou 6.545 procedimentos para tratar e curar feridas de pacientes, uma média de 545 atendimentos por mês. Único a realizar esse serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região do Baixo Amazonas, o HRBA atende usuários com perfis oncológico, vascular, pós-cirúrgico, urológico, entre outros.
Com esse trabalho, foi possível evitar cirurgias e outras complicações mais graves, promovendo a cicatrização da mão esquerda de João Paulo.
“Essas ferramentas nos possibilitam ofertar um tratamento de excelência aos nossos pacientes internados. Sabemos que acidentes ofídicos são muito prevalentes na nossa região. Essa criança chegou aqui em estado grave, com risco de amputação do membro, e conseguimos reverter o quadro com nossos cuidados, baseados em protocolos”, explicou o enfermeiro Domício Farias, responsável técnico do ambulatório de feridas e especialista em novas tecnologias de coberturas, laserterapia e ozonioterapia.
Recuperação dos movimentos
Além das lesões, João apresentou dificuldades nos movimentos da mão e do braço esquerdo, que ficaram paralisados. As sessões com a equipe de fisioterapia foram fundamentais para a melhora do quadro e a recuperação da mobilidade.
O HRBA é referência em fisioterapia, atuando na recuperação de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatal, pediátrica e adulta, nas unidades de internação, no setor de acolhimento e também por meio de consultas e sessões ambulatoriais. Atualmente, a unidade conta com 53 fisioterapeutas assistenciais.
“O João chegou com fraqueza muito grande na mão, no punho e nos dedos, então trabalhamos para melhorar a funcionalidade. Ele é uma criança, e nosso maior objetivo na fisioterapia é devolver a possibilidade de voltar a brincar, escrever e se movimentar. Trabalhamos juntos: fisioterapia, equipe de pele, enfermagem e o próprio João, que se mostrou muito esforçado e dedicado. A força de vontade dele ajudou muito na recuperação. Ele chegou com a mão muito inchada, rigidez intensa e muita dor. Vê-lo saindo daqui, fazendo os movimentos ativamente, sem ajuda, é uma felicidade muito grande para todos. Ele continuará fazendo fisioterapia para evoluir ainda mais”, ressaltou a fisioterapeuta Sthefane Carneiro.
Para a família, fica o reconhecimento e a gratidão pelo empenho dos profissionais.
“A mão dele estava começando a necrosar bastante, estava horrível. Hoje estou saindo agradecida, primeiramente a Deus e depois a essa equipe maravilhosa, que não deixou a desejar em nada. Eles nos surpreenderam. Estou contando a minha história para agradecer técnicos, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, todos. Só gratidão. Foi uma grande jornada, e ainda temos coisas pela frente. Mas tivemos essa equipe que entrou em ação e, graças a Deus, meu filho está bem”, afirmou a mãe.
Fonte: Ascom HRBA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/02/2026/10:15:31
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