Conheça a história da capela de Nossa Senhora Aparecida destruída por criminosos às margens da BR-163 em Novo Progresso, Pará

O que para muitas pessoas era apenas uma pequena capela às margens da BR-163 representava, para uma família de pioneiros de Novo Progresso, um legado de fé, devoção e amor ao próximo.

Localizada na comunidade Linha Gaúcha, a aproximadamente 65 quilômetros de Novo Progresso, sentido Miritituba, a capela que abrigava a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi completamente destruída durante um ato de vandalismo ocorrido na noite de sábado, dia 1º de agosto.

O caso causou grande comoção na região e ganhou ainda mais repercussão após a família da idealizadora da capela decidir contar ao Jornal Folha do Progresso a verdadeira história por trás daquele espaço religioso.

Um sonho construído pela fé

A idealizadora da capela foi Dona Ivonete Consoni, uma das moradoras mais antigas e pioneiras de Novo Progresso.

Conhecida pela forte religiosidade, Dona Ivonete dedicou grande parte de sua vida à família e à fé católica. Segundo os familiares, ela sempre ensinou aos filhos valores como respeito, solidariedade, amor ao próximo e devoção a Nossa Senhora Aparecida.

No ano de 2024, a família adquiriu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em Anhanduí, no Mato Grosso do Sul. Após a aquisição, iniciou-se uma verdadeira força-tarefa para transportar a imagem até Novo Progresso.

Dona Ivonete Consoni ao lado de Nossa Senhora Aparecida | Foto: Reprodução

Foram necessários planejamento, logística e muito cuidado para que a santa chegasse em segurança à propriedade rural da família, localizada na Linha Gaúcha, às margens da BR-163.

Depois do transporte, foi construída uma pequena capela especialmente para abrigar a imagem, que passou a receber orações de moradores, familiares, viajantes e caminhoneiros que percorriam diariamente a rodovia.

Para muitos, aquele espaço representava um local de paz, proteção e esperança durante as viagens pela BR-163.

Um legado que permanece

No dia 17 de janeiro de 2026, Dona Ivonete Consoni faleceu, deixando um profundo sentimento de saudade entre familiares, amigos e pessoas que a conheceram.

Ela deixou três filhos e uma neta, além de um legado marcado pela fé e pela dedicação à comunidade.

Segundo a família, a capela e a imagem de Nossa Senhora Aparecida simbolizavam exatamente aquilo que Dona Ivonete viveu durante toda a sua vida: a confiança em Deus e o amor ao próximo.

Assim era a imagem de Nossa Senhora Aparecida antes do ato de vandalismo.  Um símbolo de fé, esperança e devoção que acolhia todos os que passavam pela BR-163, na Linha Gaúcha.

A destruição

Na noite de sábado (1º), criminosos invadiram o espaço religioso.

De acordo com os familiares, os responsáveis quebraram o cadeado da capela utilizando uma ferramenta de corte, colocaram uma lata de cerveja sobre a coroa da imagem, posicionaram pneus aos pés da santa e utilizaram combustível para provocar o incêndio.

A imagem ficou completamente destruída.

Para a família, a forma como o crime foi praticado demonstra planejamento.

“Quem fez isso não agiu por impulso. Levou pneu, combustível e uma ferramenta para cortar o cadeado. Sabia exatamente o que estava fazendo”, relataram os familiares à reportagem.

Eles acreditam que os autores conheciam a existência da capela e da propriedade, embora essa seja apenas a percepção da família. A identificação dos responsáveis dependerá das investigações policiais.

Como ficou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, após o vandalismo, no último sábado (1°).

Família quer reconstruir a imagem

Mesmo diante da dor causada pela destruição, os filhos de Dona Ivonete afirmam que não pretendem deixar o legado da mãe desaparecer.

A família informou que a imagem será reconstruída e uma nova capela será erguida no mesmo local.

Segundo eles, reconstruir o espaço representa manter viva a missão deixada por Dona Ivonete: espalhar a fé, incentivar a oração e demonstrar amor ao próximo.

“Foi isso que nossa mãe nos ensinou durante toda a vida. Nossa fé não foi destruída. Vamos reconstruir a imagem e a capela, porque esse era o desejo dela.”

Enquanto isso, a Polícia deverá investigar o caso para identificar os autores do crime, esclarecer a motivação e responsabilizar os envolvidos.

Para a família, mais do que destruir uma imagem religiosa, o ataque atingiu um símbolo que representava a história, a fé e a memória de uma mulher que dedicou sua vida a ensinar valores de respeito, esperança e devoção.

Fonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso/ Chellsen Carneiro 04/08/2026/12:57:12

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com