Com 18 anos, jovem de SP passa em 13 universidades dos EUA e vai estudar em programa médico de elite

Eu ainda não acredito que passei. Às vezes, volto na minha carta de aprovação para garantir que realmente passei, que é verdade. Foi uma emoção tão grande. Foi aquele sentimento de que todos os últimos anos que tenho trabalhado para isso valeram a pena.”

Essa fala é da paulistana Katrina Javaisas Davis. Com apenas 18 anos e recém-formada no ensino médio, a jovem foi aprovada em um programa para cursar Medicina na Universidade Brown, uma das instituições de ensino mais prestigiadas dos Estados Unidos. Mas não para por aí: Katrina também passou em mais outras 12 universidades norte-americanas.

“Eu ainda não acredito que passei. Às vezes, volto na minha carta de aprovação para garantir que realmente passei, que é verdade. Foi uma emoção tão grande. Foi aquele sentimento de que todos os últimos anos que tenho trabalhado para isso valeram a pena.”

Embora tenha conquistado vagas em várias instituições de ponta dos EUA, Katrina escolheu cursar o Program in Liberal Medical Education (Programa de Educação Médica Liberal) na Universidade Brown. Esse é um programa de 8 anos que permite que os alunos sejam aceitos simultaneamente no curso de bacharelado (4 anos) e na faculdade de Medicina da instituição (Warren Alpert Medical School – mais 4 anos), sem precisar depois fazer outro processo seletivo. A jovem ganhou uma bolsa de estudos que cobre todos os custos diretos da faculdade.

“Gosto muito desse modelo americano de ter esses quatro anos de graduação [antes da formação médica]. Acho muito legal que você tem quatro anos para se dedicar às vezes a outras áreas que vão agregar na sua formação como médico. Vou conseguir me formar como uma pessoa mais completa”, detalha Katrina em entrevista.

Além de Brown, as outras universidades nais quais a jovem foi aprovada são:

Dartmouth University
Northwestern University
University of Chicago
University of North Carolina Chapel Hill
Swarthmore College
Emory University
Rice University
Georgetown University
University of Miami
University of Wisconsin-Madison
University of Rochester
Drexel University

Moradora da capital paulista, Katrina conta que estudar Medicina sempre foi um sonho. “O interesse começou desde quando eu era muito pequenininha, eu era fascinada por ciências, principalmente pela área das ciências biológicas. Lembro que, no sexto ano do ensino fundamental, o colégio em que eu estudava oferecia aulas de laboratório opcionais durante o recreio. Era o meu dia da semana favorito, eu adorava ver as explicações, os experimentos, os fenômenos”, recorda a jovem, que ao longo dos anos decidiu seguir mesmo essa área.

“A Medicina usa a ciência de uma forma muito ativa. Diferente da pesquisa, em que você faz os descobrimentos, o que é muito legal, a Medicina oferece essa participação mais ativa, de você realmente aplicar no dia a dia. Eu acho isso fascinante”, explica Katrina. “Além disso, é um campo que está constantemente evoluindo. Eu sou uma pessoa que gosta de aprender, estudar, e a Medicina possibilita isso, vai me forçar a continuar me desenvolvendo.”

Moradora da capital paulista, Katrina conta que estudar Medicina sempre foi um sonho

Estudos, olimpíadas e mais

Katrina estudou em escolas particulares de São Paulo e, desde muito cedo, também investiu no inglês e em olimpíadas do conhecimento, em várias áreas. A todo, a estudante acumula 7 medalhas em competições acadêmicas, sendo ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e uma de ouro e outra de bronze na Olimpíada Canguru de Matemática.

Ela acredita que as olimpíadas foram um diferencial no currículo: “No processo de aplicação para os EUA, eles gostam muito de ver essa pessoa que não é só escola, não é só nota, mas é uma pessoa que se interessa também por atividades por fora. Gostam de uma pessoa que tem um interesse genuíno pela matéria. As olimpíadas mostram isso, que você vai além do que é ensinado nas escolas, porque tem um interesse naquilo”.

Desde o 1º ano do ensino médio, ela já sabia que queria estudar nos Estados Unidos e começou a buscar informações sobre como era o processo para entrar nas universidades norte-americanas e deu início à sua preparação. Entre as estratégias, estão começar a escrever bem antes as redações que enviaria para as universidades e a participar cada vez mais de atividades extracurriculares que se relacionavam com seus interesses.

Ela, por exemplo, fundou a ONG Onda Sem Plástico, com o objetivo de trazer mais conscientização sobre a poluição plástica e reciclagem. Também participou do projeto Jovens Cientistas Brasil, desenvolveu uma pesquisa sobre plásticos biodegradáveis, fez um curso online para estudantes que consideram seguir carreiras em ciências ou medicina da Universidade de Stanford, além de um curso presencial na Universidade de Harvard sobre introdução à pesquisa do câncer.

Katrina ainda foi uma das estudantes que participou do Prep Program, preparatório gratuito da Fundação Estudar que oferece apoio individualizado para jovens com excelência acadêmica que querem cursar a graduação no exterior. Ela também ganhou um prêmio da Rise For The World voltado para jovens promissores.
Katrina sempre investiu em olimpíadas do conhecimento, em várias áreas, e acumula medalhas

Apoio da mãe e futuro

Katrina destaca que o incentivo da mãe durante toda a trajetória escolar foi fundamental para alcançar o objetivo de estudar no exterior. “Minha mãe sempre pediu para eu explorar ao máximo o que eu pudesse para ter certeza do que eu queria. Ela sempre falava: ‘você vai fazer isso por muito tempo da sua vida, então você tem que gostar, tem que ter paixão, é bom explorar. Ela sempre me deu muito apoio para isso”, diz.

A mais nova caloura ainda lembra de um episódio da infância ao lado da mãe: “Tinha uma revista que eu gostava muito que vinha com uma peça do corpo humano e você ia montando, fazendo um corpo humano mesmo. Toda semana, ela me levava lá na banca de jornal para ver se tinha uma edição nova, porque eu amava aquilo. Isso é só um exemplo. Ela estava sempre me apoiando em tudo o que eu queria.”

A jovem embarca para os Estados Unidos em agosto. Filha única, ela sempre morou só com a mãe e afirma que a parte difícil da mudança é ficar longe. “Ela está muito feliz por mim, mas também está triste porque estou indo embora. Ela já está marcando horário que vai me ligar, enviar mensagem todo dia. A gente já está planejando para manter essa relação bem próxima mesmo”, ressalta.

Para o futuro, Katrina projeta continuar focando nas duas áreas que sempre pautaram sua trajetória acadêmica: ambientalismo e medicina. “Quero continuar trilhando o meu caminho dentro dessas duas áreas, tentando ver qual é a intersecção entre mudanças no ambiente e na nossa saúde. Por exemplo, como as mudanças climáticas estão afetando a gente, como o nosso ambiente molda a nossa saúde física”, afirma.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 19/05/2026/10:30:21

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