Cientista admite erros em estudo sobre proteína, mas defende tratamento

A professora Tatiana Sampaio, responsável por uma pesquisa que aponta a polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal, admitiu falhas na versão preliminar do estudo e afirmou que o artigo passará por uma revisão completa. A decisão ocorre após especialistas identificarem inconsistências na apresentação de dados do material que descreve os primeiros testes em humanos.

O estudo foi divulgado originalmente como pré-print, ou seja, uma versão inicial do trabalho científico que ainda não passou pelo processo de revisão por pares, etapa em que outros pesquisadores avaliam a qualidade, a metodologia e as conclusões do estudo antes da publicação definitiva.

Segundo Sampaio, o material foi disponibilizado na internet principalmente para garantir a autoria da descoberta. A pesquisadora afirmou que não esperava grande repercussão e reconheceu problemas na redação do texto. “Ele não estava bem escrito”, declarou.

Entre os pontos questionados por especialistas estão inconsistências entre gráficos e descrições do estudo, além da interpretação dos resultados sobre a eficácia do tratamento.

Um dos exemplos citados envolve um gráfico que mostra a evolução de um paciente por quase 400 dias após o tratamento com polilaminina. No entanto, o texto do artigo afirmava que o paciente havia morrido cinco dias depois da aplicação da terapia. De acordo com a pesquisadora, trata-se de um erro de digitação. Ela explicou que o gráfico se refere a outro paciente, que sobreviveu e continuou sendo acompanhado ao longo do período analisado.

Além disso, o estudo também precisará ajustar imagens de exames de eletromiografia, utilizados para avaliar alterações na atividade dos músculos e dos nervos responsáveis pelo movimento do corpo. Segundo Sampaio, as figuras apresentavam dados brutos e estavam mal programadas, o que dificultou a interpretação correta das informações.

A cientista ressaltou que a nova versão do artigo não trará dados inéditos, mas reorganizará a apresentação das informações e melhorará a qualidade das figuras e das explicações. “Não tem nenhum dado novo. É exatamente a mesma coisa, mas dito de uma maneira melhor e com figuras um pouco mais cuidadas”, afirmou.

Outra mudança prevista no estudo será a inclusão de uma análise que separa os pacientes conforme o tipo de lesão medular. De acordo com Sampaio, quatro pacientes com lesões na região torácica apresentaram uma taxa de recuperação próxima de 1%. Para a pesquisadora, esse resultado reforça o potencial terapêutico da polilaminina.

Além dos ajustes técnicos e das correções nas imagens e gráficos, o texto científico também passará por uma revisão completa de redação. A autora reconheceu que alguns trechos do artigo foram mal explicados e precisam de reformulação para tornar os dados mais claros e compreensíveis.

O estudo revisado só será divulgado novamente após ser aceito por uma revista científica. Até agora, versões corrigidas foram submetidas à Springer Nature e ao Journal of Neurosurgery, mas ambas rejeitaram a publicação.

Apesar das críticas e das falhas apontadas no material inicial, Tatiana Sampaio afirma que continua confiante no potencial da terapia. Segundo ela, as mudanças previstas são principalmente de forma e apresentação, e não alteram o mérito científico do estudo nem os resultados obtidos com a polilaminina nos testes realizados.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 10/03/2026/14:46:05

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