Cidade brasileira terá novo aeroporto com pista de quase 2 km e investimento milionário

O processo para tirar do papel o Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, em Vila Oliva, avançou com a habilitação do Consórcio Aero Caxias, liderado pela Construtora Artec S/A, de Brasília, para executar a primeira etapa da obra.

A confirmação foi divulgada pela Prefeitura de Caxias do Sul na segunda-feira, 23 de março de 2026, após análise da Central de Licitações (Cenlic), e abriu um novo prazo de três dias para recursos das demais concorrentes.

O grupo já havia aparecido na frente na fase anterior da concorrência, quando obteve 81,10 pontos na soma dos critérios técnicos e de preço.

 

Estão incluídos os serviços de terraplanagem, a implantação da pista de pouso e decolagem, das pistas de táxi, do pátio de aeronaves e do estacionamento de veículos.

Também entram drenagem, sinalização, instalações hidrossanitárias, sistemas elétricos e eletrônicos, além dos auxílios à navegação aérea, estrutura indispensável para que o aeroporto avance da fase de projeto para a de execução efetiva.

Características do aeroporto de Vila Oliva e capacidade operacional prevista

Segundo a Prefeitura de Caxias do Sul, a primeira fase conta com investimento de cerca de R$ 200 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do governo federal.

O projeto oficial mais recente divulgado pelo município descreve uma pista de pouso e decolagem com 1.930 metros de comprimento por 45 metros de largura, pátio de aeronaves de 31.650 metros quadrados e estacionamento para aproximadamente 500 veículos.

As aeronaves críticas previstas incluem Boeing 737-8 MAX, Airbus A321neo, Airbus A320neo e Embraer E195-E2.

Os documentos públicos mostram que o desenho técnico passou por ajustes ao longo dos anos.

Em 2019, quando o anteprojeto foi apresentado pelo então Ministério da Infraestrutura, a previsão era de pista com 1.930 metros, pátio de 26 mil metros quadrados e terminal de passageiros de 4,7 mil metros quadrados, em uma área de cerca de 445 hectares.

Já a versão mais recente publicada pelo município mantém os 1.930 metros de pista, mas amplia o pátio para 31.650 metros quadrados e preserva a estimativa de 500 vagas de estacionamento.

Além da configuração inicial, os estudos técnicos citados pela prefeitura preveem possibilidade de expansão futura.

 

Entre as alternativas já mencionadas estão o alongamento da pista para até 2.200 metros, a implantação de pista de táxi paralela para aeronaves de menor porte, áreas para cargas, hangares e abastecimento.

Esse planejamento indica que a obra foi concebida não apenas para atender a demanda imediata, mas para permitir crescimento operacional conforme a maturação do novo complexo aeroportuário.

Etapas finais da licitação e tramitação federal obrigatória

Com a habilitação do consórcio, o processo entra em uma fase administrativa decisiva.

Encerrado o prazo recursal, a Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas deve montar o processo final, etapa que a prefeitura estima em cerca de 30 dias.

Na sequência, a documentação será remetida à Secretaria Nacional de Aviação Civil para emissão da Verificação do Resultado do Processo de Licitação (VRPL).

Só depois dessa validação federal o contrato poderá ser assinado.

Ainda não é o último trâmite.

Após a homologação pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, o contrato segue para ciência do órgão federal, que deverá emitir a Autorização de Início de Objeto.

A liberação financeira da União também depende dessa sequência de atos.

Em outras palavras, o avanço local da concorrência é relevante, mas a execução ainda permanece condicionada à tramitação técnica e burocrática em Brasília.

Histórico do projeto e evolução até a fase atual

O histórico do aeroporto ajuda a dimensionar por que cada etapa tem sido tratada como marco.

A cronologia divulgada pelo município mostra que os estudos sobre um novo terminal para a região remontam a pelo menos 2004.

Em 2014, o Aeroporto Hugo Cantergiani foi considerado inviável para expansão pela Secretaria de Aviação Civil, e Vila Oliva passou a ser tratada como a área mais adequada para o novo sítio aeroportuário.

Desde então, o projeto atravessou fases de anteprojeto, licenciamento ambiental, desapropriações, estudos arqueológicos, elaboração de projetos executivos e autorização para licitar a obra.

Houve avanços paralelos de infraestrutura ao longo desse percurso.

A prefeitura informa, por exemplo, que a adutora do Samae para atendimento ao futuro aeroporto já entrou em funcionamento, depois de um investimento municipal anunciado em anos anteriores para levar  água à área escolhida em Vila Oliva.

Também consta na cronologia oficial a obtenção da licença de instalação e a aprovação, em 2025, das etapas do projeto de infraestrutura, incluindo o orçamento previsto, além da aprovação complementar de estudos arqueológicos pelo Iphan.

Na prática, a habilitação do Consórcio Aero Caxias não encerra a concorrência, mas consolida a primeira colocação do grupo e coloca o empreendimento mais perto da fase contratual.

Para uma obra discutida há mais de duas décadas e vinculada a sucessivas etapas técnicas, ambientais e federativas, o movimento representa a passagem de um projeto historicamente travado para um estágio em que a construção começa a depender menos de definição conceitual e mais do cumprimento formal dos últimos procedimentos administrativos.

Fonte: clickpetroleoegas e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 27/03/2026/14:22:05

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