Casos de “fratura do pênis” disparam no Carnaval

Enquanto o tamborim acelera e os blocos tomam as ruas no Rio de Janeiro, uma estatística inusitada chama atenção no Hospital Municipal Souza Aguiar: os casos de fratura peniana aumentam durante o carnaval. A unidade, referência estadual em emergência urológica há 25 anos, chega a registrar quase um atendimento por dia no período da folia — número bem acima da média mensal, que costuma ser de quatro casos em tempos “normais”.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro apontam que, de 2024 até 8 de fevereiro de 2026, a rede municipal realizou 571 atendimentos por fratura peniana. Só no carnaval passado, o Souza Aguiar ultrapassou a média mensal em apenas cinco dias. Entre o Natal e o réveillon de 2025, em uma única semana, outros oito homens precisaram de atendimento pela mesma emergência.

O que é fratura peniana?

O urologista Leandro Koifman, chefe do setor de Urologia da unidade, explica que o termo “fratura” pode confundir. “Pênis não tem osso. O que se rompe é a túnica albugínea, uma camada fibrosa que envolve os corpos cavernosos, estruturas que se enchem de sangue durante a ereção”, detalha. Em repouso, essa camada tem cerca de 2 milímetros; já em ereção, afina para aproximadamente 0,25 milímetro. Um trauma brusco pode provocar a ruptura, considerada grave e com indicação cirúrgica imediata.

O quadro clínico costuma ser marcante: durante a relação sexual, o paciente relata ter ouvido um estalo, seguido de dor intensa e perda súbita da ereção. Em pouco tempo, surge inchaço, deformidade e coloração arroxeada — o chamado aspecto em “berinjela”, clássico nesses casos. Em situações mais graves, a lesão pode atingir ambos os corpos cavernosos e até a uretra, aumentando o risco de complicações como curvatura permanente e disfunção erétil.

A cirurgia é o tratamento padrão e, quanto mais precoce, melhores os resultados. A alta hospitalar geralmente ocorre em 24 horas, mas o pós-operatório exige disciplina: repouso sexual mínimo de 30 dias — e nada de “voltar para o bloco” no dia seguinte.

A relação entre o carnaval e o aumento de casos

Segundo o médico, o aumento no carnaval segue uma lógica previsível: mais festas, encontros e consumo de álcool ou drogas, que reduzem a percepção de risco e os reflexos da dor. Relações em locais improvisados, como carros e banheiros, também aparecem com frequência nos relatos. Entre as posições mais associadas à lesão estão a mulher por cima e a de quatro apoios, especialmente quando há perda de contato e o pênis atinge o osso do púbis durante a tentativa de reintrodução.

Tema ainda cercado de tabu, a fratura peniana é rara, mas não é lenda urbana. E se o carnaval é conhecido por excessos, o corpo — como sempre — cobra a conta. Na dúvida, vale lembrar que a prevenção continua sendo a melhor estratégia.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/02/2026/16:02:05

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