Caso Orelha chega ao Ministério Público após fim das investigações; saiba os próximos passos

Com o fim das investigações pela Polícia Civil de Santa Catarina, o caso envolvendo a morte do cachorro Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, chegou ao Ministério Público estadual. O órgão recebeu o relatório final conduzido pela corporação e será responsável por analisar o material, que tramita sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A investigação foi concluída na terça-feira. A corporação aponta um adolescente como agressor de Orelha e pede a internação do jovem — o que é equivalente a uma prisão de adulto. Os advogados dele negam as acusações. Além disso, foram indiciados três maiores por coação a testemunha neste caso.
Conhecido pela doçura, Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, onde era cuidado por moradores e comerciantes e considerado um mascote do bairro. Encontrado gravemente ferido em uma área de mata no mês passado, o animal foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à extensão das lesões, passou por eutanásia.
De acordo com os laudos da Polícia Científica, o cachorro sofreu uma pancada contundente na cabeça, “que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa”. Ele foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã.
A Polícia Civil afirma que ouviu 24 testemunhas e analisou mais de mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens, para chegar ao autor do crime.
Também foram identificadas provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela corporação analisou a localização do responsável durante o ataque fatal a Orelha.
No mês passado, a Polícia Civil catarinense identificou ao menos quatro adolescentes como suspeitos das agressões. Entre os jovens apontados como ligados à violência, dois viajaram para os Estados Unidos após o episódio. Com o desenrolar da apuração, oito jovens chegaram a ser investigados.
O adolescente responsável pela agressão deixou o país no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e permaneceu no exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pelos agentes ao chegar no aeroporto.
“Naquele momento, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime”, diz a polícia.
A investigação foi concluída após o depoimento do autor da agressão à Orelha, durante esta semana. A Polícia Civil, então, encaminhou o caso para apreciação do Ministério Público e Judiciário.
Os advogados do adolescente apontado pela Polícia Civil de Santa Catarina como responsável pela morte do cachorro Orelha afirmam que houve “politização do caso” e rebatem as conclusões da investigação. Em nota, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte dizem que o jovem foi indevidamente associado à morte do cão.
“Onde está a comprovação da agressão? Onde estão as imagens? O que a peça de roupa configura na confirmação do ato de violência contra o animal? Neste mesmo horário, há imagens de outros adolescentes circulando pelo mesmo deck de madeira”, afirmaram.
De acordo com a defesa, a “politização do caso” e a “necessidade de apontar culpado a qualquer preço” (…) “prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes”.
Nesta terça-feira, a Polícia Civil do estado informou que finalizou a investigação sobre a morte do cachorro Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, crimes ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis. A corporação apontou um adolescente como agressor de Orelha e pediu a internação do jovem — o que é equivalente a uma prisão de adulto. Além disso, foram indiciados três maiores por coação a testemunha neste caso.
Veja a nota completa
Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.
A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.
Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.
Fonte: Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/02/2026/13:47:59
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