Caso Isabelle Caracristi: Ministério Público pede arquivamento de investigação por induzimento ao suicídio

O Ministério Público do Ceará solicitou o arquivamento da investigação da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi quanto aos crimes de feminicídio e de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. O órgão defendeu que não haja uma denúncia criminal neste momento, e corroborou o inquérito policial, que não indiciou o namorado da jovem, João Munhoz Neto, pelos crimes citados. As informações são do Diário do Nordeste.

Apesar do pedido de arquivamento das acusações relativas a crimes dolosos contra a vida, o MPCE defendeu que o caso continue tramitando na Justiça para apurar os fortes indícios de violência psicológica contra a universitária de 22 anos, que morreu ao se projetar do 23º andar do prédio onde residia com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza.

Violência psicológica

Segundo o Diário do Nordeste, a manifestação do Ministério Público baseou-se em 17 laudos elaborados pela Perícia Forense do Estado do Ceará e no exame de cerca de 700 vídeos de câmeras de segurança colhidos ao longo da apuração.

Os laudos técnicos constataram a ausência de sinais de luta corporal, ausência de empurrão ou adulteração de imagens e confirmaram que a jovem estava sozinha no local no momento da queda, concluindo pela compatibilidade técnica com suicídio.

A Polícia Civil ouviu 29 testemunhas no inquérito e indiciou João Munhoz Neto pelos crimes de violência psicológica e obstrução de Justiça. Em nota enviada ao Diário do Nordeste, os advogados de defesa de Munhoz, Lígia Peixe e Ravi Ramier, afirmaram que a manifestação do Ministério Público confirma a inocência de seu cliente e demonstra que ele não praticou qualquer crime.

Caso Isabelle Caracristi

Fonte: DIARIO DO PARÁ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 15/10/2026/14:37:06

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