Caso de jornalista morto ganha novo detalhe chocante envolvendo cachorro

A dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, presa suspeita de matar o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros, de 52 anos, também é investigada pela morte do cachorro da vítima. A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Goiás, que informou que o animal foi encontrado morto a facadas dentro do apartamento onde ocorreu o crime, no Setor Bueno, em Goiânia.
O novo detalhe amplia a repercussão do caso, que já havia causado grande comoção entre jornalistas, amigos e familiares de Delson. Segundo o companheiro da vítima, Warley Oliveira, o jornalista e Renata mantinham uma amizade de mais de dez anos.
A dentista frequentava a casa do casal, participava de confraternizações e viagens e recebia auxílio profissional de Delson, que também chegou a ajudá-la em questões pessoais. A presença dela no imóvel era considerada comum.
De acordo com a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, quatro pessoas estavam no apartamento consumindo bebidas alcoólicas quando começou uma discussão. Conforme a corporação, durante a confusão, uma mulher que acompanhava Renata ficou ferida por um golpe de faca.
Em seguida, a dentista teria reagido e atingido Delson Carlos com golpes de faca. Mesmo ferido, o jornalista conseguiu deixar o apartamento, mas caiu no corredor do quinto andar do edifício, onde morreu antes da chegada do socorro. Essa dinâmica ainda é investigada pela Polícia Civil.
Ainda segundo a PM, o cachorro de Delson também foi morto a facadas dentro do imóvel. A corporação informou que, após os ataques, Renata permaneceu trancada no apartamento por cerca de quatro horas e se recusou a sair durante toda a negociação com os policiais.
Suspeita tinha sinais de surto
A ocorrência mobilizou equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Conforme a Polícia Militar, a suspeita apresentava sinais de surto psicótico e teria ameaçado tirar a própria vida. Depois de tentativas de negociação sem sucesso, os policiais realizaram uma entrada tática.
Para acessar o imóvel, utilizaram cargas explosivas de efeito moral e, em seguida, um Dispositivo Eletrônico de Controle (Taser) para conter a mulher com segurança. Após ser imobilizada, ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada, sob custódia policial, para uma unidade de saúde.
Renata foi presa em flagrante. Em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Durante o depoimento, ela exerceu o direito de permanecer em silêncio. A defesa ainda não apresentou manifestação pública sobre o mérito da investigação.
Outro ponto que chamou atenção foi a informação de que a suspeita se apresenta nas redes sociais como advogada. No entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que ela não possui registro na entidade. Renata também é identificada como dentista.
Quem era a vítima?
Natural do Maranhão, Delson Carlos Henrique de Lima Barros construiu carreira em Goiás e se tornou um dos nomes conhecidos do jornalismo no estado. Atuou em veículos como a Revista Class News e o Diário de Aparecida, além de trabalhar com cobertura política, institucional e assessoria de comunicação. Em reconhecimento à atuação profissional, recebeu o título de cidadão goiano.
A Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso. Os investigadores buscam esclarecer a sequência exata dos acontecimentos, a motivação da discussão, as circunstâncias da morte do jornalista e do cachorro, além da participação de cada pessoa que estava no apartamento no momento do crime.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 27/07/2026/07:42:34
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