Caso Dayse: exame de DNA confirma identidade e corpo é liberado para sepultamento em Santarém

Dayse desapareceu no dia 23 de julho. O corpo dela foi encontrado seis dias depois, em 29 de julho, na região do Eixo Forte, próximo às comunidades São Brás e Ramal dos Coelhos. O principal suspeito do crime é João Pedro Pereira dos Santos, que confessou o feminicídio à polícia.
Complexidade dos exames e cadeia de custódia
Devido ao estado em que o corpo foi encontrado, foi necessária a realização de exames complexos para a identificação e elucidação das causas da morte. O corpo permaneceu por mais de 30 dias na geladeira da Polícia Científica em Santarém enquanto os laudos necroscópico, cadavérico e de DNA eram confeccionados.
A diretora regional de medicina legal, Stael Rejane, explicou as razões da espera em entrevista à imprensa. Segundo ela, o exame de DNA precisou ser encaminhado e processado em Belém.
“Não é um exame fácil de ser realizado. É preciso fazer várias vezes, repetir, para chegar e elucidar se realmente a pessoa é aquela que se pesquisa. No caso, obtivemos 99,99% de certeza”, afirmou Stael.
Stael ressaltou que a Polícia Científica adota procedimentos padronizados em nível nacional para garantir a segurança jurídica das provas. Ela destacou a importância de respeitar rigorosamente a cadeia de custódia do material genético e biológico transportado, o que pode influenciar no tempo de entrega dos resultados, mas assegurou que todo o trabalho foi concluído dentro do prazo legal solicitado pelas autoridades judiciais.
Apoio logístico e liberação do corpo
Para acelerar o processo e garantir a celeridade das investigações de casos de feminicídio na região, o material genético foi transportado com o apoio de um helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) do Pará. O laboratório de DNA em Belém deu prioridade ao caso devido à campanha nacional de desaparecidos e à gravidade da ocorrência.
Com a conclusão de todos os laudos exigidos pela Polícia Civil e pelo Poder Judiciário, o ciclo pericial foi encerrado e o corpo da jovem foi oficialmente liberado.
Sepultamento
Apesar da liberação imediata do corpo pela Polícia Científica, a retirada e o sepultamento devem ocorrer nos próximos dias. Como a mãe de Dayse reside no município de Oriximiná, uma distância considerável de Santarém, a família solicitou que o corpo permaneça conservado no freezer do órgão de medicina legal até o início da próxima semana (com previsão de retirada entre segunda e quarta-feira), quando os familiares chegarão à cidade para realizar o traslado e as últimas homenagens.
Relembre o caso
Dayse Diniz desapareceu na noite de 23 de julho. Após seis dias de buscas, o corpo da jovem foi localizado em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém.
As investigações da Polícia Civil apontam que Dayse conheceu o suspeito na noite do desaparecimento e foi levada até uma chácara, onde o crime teria acontecido.
O principal suspeito, João Pedro Pereira dos Santos, foi preso e confessou o assassinato. Segundo a Polícia Civil, ele já havia sido condenado por outro feminicídio, cometido em Uruará, estava foragido do sistema prisional e utilizou um nome falso ao ser preso inicialmente por um roubo.
O homem permanece preso e deverá responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O inquérito continua sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), enquanto os exames periciais prosseguem para esclarecer todos os detalhes do crime.
Fonte:G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 05/09/2026/14:55:49
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