Casal pedala 16 mil km rumo à Copa, mas problema com visto interrompe viagem: ‘Burocracia’

O fisioterapeuta Fernando Luiz Petroni Alves Machado, de 42 anos, e a advogada Marisa Barbieri Boralli, de 41, contaram que planejaram a viagem com base nos prazos e processos conhecidos, mas foram surpreendidos por mudanças nas exigências.
Segundo o casal, o visto levaria cerca de três meses para ser emitido, prazo inviável para aguardar na Guatemala, por isso os ciclistas decidiram retornar ao Brasil.
“A burocracia é irritante, mas a gente entende que faz parte. O mais difícil foi ter que engolir o fato de que não era uma pausa escolhida. Foi uma pausa imposta. A sensação é de estar pronto pra continuar, mas não poder”, disse o ciclista.
Quebra do planejamento
Para viabilizar o projeto “Pedalando Rumo ao Hexa”, o fisioterapeuta arrendou o estúdio de pilates, enquanto a esposa alugou o apartamento. O casal ainda juntou dinheiro para financiar a viagem.
Embora entrar no México de avião fosse uma alternativa mais simples, por meio do visto eletrônico, marido e mulher rejeitaram a opção por ir contra a proposta do projeto, que é cruzar os países de bicicleta.
Volta e próximos passos
Fernando contou que voltar temporariamente foi mais difícil. Se a partida foi um salto no desconhecido, movido pelo entusiasmo, o retorno trouxe uma sensação estranha, como se a mente ainda estivesse na estrada.
O retorno para casa foi uma mistura de sentimentos. “Muita gente ficou feliz por ver a gente bem e em segurança, mas também teve aquela sensação de ‘não acredito que vocês voltaram’. Ao mesmo tempo, foi bonito perceber o carinho e a saudade acumulada. A gente voltou diferente, e todo mundo percebe isso”, disse Fernando.
Segundo ele, desistir nunca foi cogitado, mas mudar o projeto sim, já que o casal não vai conseguir ir à Copa. Por isso, terminar de pedalar pela América ainda está nos planos, apenas adiado por alguns meses. A ideia é retomar de onde pararam e, além de passar pelo Canadá, chegar até o Alasca, nos Estados Unidos.
Agora, o foco é reorganizar tudo: descansar o corpo, resolver a documentação, ajustar os equipamentos, revisar as rotas e cuidar da parte emocional. Também é o momento de colocar conteúdos em dia, editar vídeos e planejar os próximos passos com mais estratégia.
A viagem
Desde que saíram de Araraquara, em agosto de 2024, os ciclistas pedalaram de São Paulo ao Paraná, cruzaram Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Depois, seguiram por países como Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala.
O casal pedalava em média 60 quilômetros por dia, embora em regiões montanhosas o ritmo fosse menor, e carregava cerca de 60 quilos de equipamentos, como barraca, colchão inflável e utensílios básicos.
O maior desafio foi atravessar o Paso de Jama, na fronteira entre Argentina e Chile. “Pedalar na altitude de 5 mil metros, muita subida, vento contra, frio intenso e pouca água e comida. Ali a gente sentiu que não era só desconforto, era resistência mesmo, física e mental”, relembrou Fernando.
O ciclista contou que, embora não tenha havido perigo real, houve momentos de vulnerabilidade, seja pelas condições das estradas, pelo clima extremo ou por situações de insegurança.
Para o casal, a Bolívia foi uma surpresa positiva, especialmente pela riqueza cultural. Já o Peru deixou a desejar. “Primeiro porque a expectativa era alta e segundo porque tivemos várias experiências ruins, como lugares que são muito vendidos como ‘imperdíveis’, mas que perderam um pouco da essência por causa do turismo e do comércio”, disse o ciclista.
Durante os 20 meses na estrada, a ajuda de pessoas em diferentes regiões marcou profundamente o casal.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/05/2026/06:39:35
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