Câncer infantojuvenil: conheça os tipos e sinais de alerta

O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura do câncer infantojuvenil e contribuir para melhores resultados no tratamento. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de reconhecer os sinais de alerta e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes em crianças e adolescentes.
Diferentemente do câncer em adultos, a doença nessa faixa etária geralmente não está associada a hábitos de vida ou a fatores ambientais. Na maioria dos casos, está relacionada a alterações celulares que ocorrem espontaneamente. A atenção dos familiares aos sintomas e a avaliação dos profissionais de saúde são fundamentais para identificar possíveis casos e iniciar a investigação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento desde a avaliação inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o encaminhamento para serviços especializados, tratamento e acompanhamento. O cuidado envolve equipes multidisciplinares, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Quais são os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil?
Entre os principais tipos de câncer que atingem crianças e adolescentes estão as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Outros tumores, como retinoblastoma, neuroblastoma, tumor de Wilms e osteossarcoma, também exigem atenção.
Leucemias
As leucemias são cânceres que afetam o sangue e a medula óssea, local onde são produzidas as células sanguíneas. Entre os sinais que podem aparecer estão palidez, anemia, febre persistente, sangramentos e dores nos ossos. Cansaço excessivo e manchas roxas sem causa aparente também merecem avaliação médica.
Tumores do sistema nervoso central
Esses tumores atingem estruturas como o cérebro e podem provocar dores de cabeça persistentes, vômitos, alterações na visão e dificuldades de equilíbrio. Mudanças no comportamento, na coordenação motora ou no desempenho habitual também podem indicar a necessidade de investigação, especialmente quando persistem ou pioram.
Linfomas
Os linfomas, classificados principalmente em Hodgkin e não Hodgkin, afetam o sistema linfático. Podem provocar o aparecimento de caroços ou gânglios aumentados, geralmente indolores, no pescoço, nas axilas ou em outras regiões. Dor abdominal, febre persistente e falta de ar também podem ocorrer, dependendo do tipo e da localização da doença.
Outros tipos de câncer que exigem atenção
Além dos tipos mais frequentes, alguns tumores apresentam sinais específicos que podem ajudar a levantar suspeitas e levar à investigação médica.
- Retinoblastoma: tumor ocular que atinge principalmente crianças pequenas. Um dos sinais mais conhecidos é o reflexo branco na pupila, chamado leucocoria ou, popularmente, “olho de gato”, que pode ser percebido em fotografias com flash.
- Tumor de Wilms: tumor que afeta os rins, principalmente em crianças, e pode provocar aumento do volume abdominal ou uma massa palpável.
- Neuroblastoma: tumor que pode surgir em estruturas do sistema nervoso simpático, frequentemente nas glândulas suprarrenais. Entre as manifestações possíveis estão aumento do abdômen e presença de massa palpável.
- Osteossarcoma: tipo de câncer ósseo que pode causar dor persistente nos ossos, inchaço e caroço na região afetada.
A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que a criança tenha câncer. Muitas manifestações também podem estar relacionadas a doenças comuns na infância. No entanto, sintomas persistentes, progressivos ou sem explicação devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Como funciona o diagnóstico pelo SUS?
A investigação pode começar na Unidade Básica de Saúde, que é a principal porta de entrada do SUS. Durante a consulta, os profissionais avaliam os sintomas, o histórico da criança ou do adolescente e os sinais identificados no exame clínico.
Quando há suspeita de câncer, o paciente pode ser encaminhado para um serviço especializado, onde são realizados os exames necessários para esclarecer o diagnóstico. Se a doença for confirmada, a criança ou o adolescente é direcionado ao tratamento e ao acompanhamento por uma equipe de profissionais de diferentes áreas.
O cuidado pode envolver médicos, profissionais de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e outros especialistas, conforme a necessidade de cada caso. O acompanhamento busca atender não apenas às necessidades clínicas, mas também ao bem-estar emocional e social do paciente e de sua família.
Diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura
A orientação do Ministério da Saúde é que pais, responsáveis e cuidadores fiquem atentos a mudanças persistentes na saúde das crianças e dos adolescentes. Febre prolongada, palidez, sangramentos sem causa aparente, dores frequentes, caroços, alterações na visão e dores de cabeça recorrentes são exemplos de sinais que merecem avaliação.
Não é necessário esperar que os sintomas se agravem para procurar atendimento. A recomendação é levar a criança ou o adolescente à unidade de saúde mais próxima quando houver manifestações persistentes ou preocupantes.
O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado e ao acompanhamento integral, pode aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de vida durante e após o tratamento. Informações sobre os serviços e as políticas públicas de saúde estão disponíveis no portal oficial do Ministério da Saúde.
Fonte: Dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 19/10/2026/07:14:37
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