Buscas por adolescente no Rio Tocantins ganham reforço aéreo

As buscas pela adolescente de 15 anos que desapareceu nas águas do Rio Tocantins entraram em fase crítica nesta quarta-feira (4). Após uma força-tarefa que se estendeu até a madrugada, o Corpo de Bombeiros escalou uma equipe exclusiva para o patrulhamento fluvial. A expectativa é que o Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) inicie o apoio com helicóptero ainda nesta tarde.

De acordo com o comando do Corpo de Bombeiros em Marabá, a guarnição de serviço iniciou os trabalhos imediatamente após o chamado na noite de ontem, mas a baixa visibilidade dificultou a operação.

O Acidente

O caso ocorreu por volta das 20h40 desta terça-feira (3), nas proximidades da Colônia Z-30. Relatórios do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) apontam que uma moto aquática, ocupada por três pessoas, realizava manobras arriscadas quando os ocupantes caíram no rio.

O condutor do veículo, Diego Vera Cruz, salvou-se ao alcançar um flutuante. Duas adolescentes que estavam na garupa foram arrastadas pela forte correnteza:

• Resgate heróico: Uma jovem de 17 anos foi salva próximo ao Bar San Diego por um bombeiro civil e pescadores locais, que utilizaram uma canoa para interceptá-la. Ela foi levada ao Hospital Municipal de Marabá (HMM).

• Desaparecimento: A segunda jovem, de 15 anos, submergiu e não foi mais vista desde a queda.

Investigação e Alerta

O caso foi registrado na seccional de polícia (BO nº 00184/2026) como afogamento decorrente de imprudência. A Polícia Militar informou que o condutor foi apresentado às autoridades para prestar esclarecimentos sobre as manobras perigosas com menores de idade no período noturno.

As equipes de resgate concentram esforços nos trechos abaixo da correnteza de onde ocorreu o primeiro resgate. Este é o segundo caso de submersão registrado no Rio Tocantins apenas neste ano de 2026, o que acende um alerta das autoridades sobre os riscos e a necessidade de cuidados redobrados na navegação.

Atualização do caso

Polícia Civil confirma embriaguez de piloto

Investigação deixa de ser tratada como desaparecimento e passa a ser apurada como homicídio; condutor não possui habilitação e teria fornecido álcool a menores.

O que era inicialmente tratado como um caso de desaparecimento no Rio Tocantins ganhou novos e graves contornos criminais nesta quarta-feira (4). A Polícia Civil do Pará confirmou que o acidente com a moto aquática, que resultou na submersão de uma adolescente de 15 anos na noite de terça-feira (3), está sendo investigado agora como um episódio de homicídio.

Elementos colhidos pela perícia apontam que o condutor estava embriagado, não possuía habilitação e ignorou os riscos climáticos da região. De acordo com a autoridade policial, a investigação agora segue de forma “vertical” para determinar o grau de responsabilidade do piloto, que pode responder por dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte.

Embriaguez e Falta de Habilitação

Um dos pontos centrais que alteraram o rumo do inquérito foi o auto de constatação de embriaguez, já inserido nos autos. A polícia afirma de maneira peremptória que o condutor havia ingerido bebida alcoólica antes de assumir o controle do veículo. Além da embriaguez, confirmou-se que o homem não possuía a habilitação de Arrais-Amador, necessária para conduzir embarcações desse tipo.

“Qualquer homem médio chegaria à conclusão de que ontem não era um dia propício para estar com embarcação no rio. O condutor fez ingestão de bebida alcoólica, estava embriagado e não estava autorizado administrativamente a conduzir o jet ski”, destacou o Superintendente Antonio Mororo.

Desdobramento do caso

A Polícia Civil trabalha com duas linhas principais de investigação, fundamentadas na conduta do piloto:

Homicídio Doloso (Dolo Eventual): A polícia avalia que, ao pilotar embriagado, sem habilitação, sob forte chuva e transportando duas adolescentes em um rio com correnteza perigosa, o condutor assumiu o risco do resultado trágico.

Homicídio Culposo e Crime do ECA: Caso a tese de dolo não prevaleça, ele responderá por negligência e imprudência, em concurso material com o Artigo 243 do ECA, por fornecer ou servir bebida alcoólica a menores de idade, conduta que também está sendo apurada.

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Mobilização nas Buscas e Apoio Aéreo

Enquanto a investigação avança na delegacia, as buscas no Rio Tocantins entram em uma fase de intensificação. O Corpo de Bombeiros escalou uma equipe exclusiva para o patrulhamento fluvial durante todo o dia.

A Superintendência da Polícia Civil confirmou que já solicitou o apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP). A expectativa é que um helicóptero inicie sobrevoos na região ainda na tarde desta quarta-feira, repetindo o protocolo de busca aérea utilizado recentemente em outros casos complexos de desaparecimento no sudeste paraense.

Encaminhamento para Delegacias Especializadas

Pelo fato de a vítima desaparecida ter apenas 15 anos, o procedimento será conduzido por unidades com expertise específica. A cúpula da Polícia Civil decidirá se o inquérito seguirá pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) ou pela Delegacia de Homicídios de Marabá.

A materialidade do crime é considerada incontroversa pelas autoridades. O foco agora é consolidar os depoimentos e as provas periciais para o relatório final do inquérito. Até o momento, as buscas pela adolescente continuam e não houve atualização sobre a localização da vítima.

Fonte: Dol Carajas e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/03/2026/14:39:52

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