Brasil registra onda de feminicídios no Mês da Mulher; saiba como denunciar

O mês de março, historicamente dedicado à celebração das conquistas e à luta pelos direitos das mulheres, está sendo marcado por uma onda de violência extrema que expõe a fragilidade da segurança feminina no Brasil. Uma sucessão de feminicídios registrados nos últimos dias, em diferentes regiões do país, acendeu o alerta de autoridades e movimentos sociais sobre a persistência do sentimento de posse masculina.

Somente no último final de semana, quatro crimes brutais interromperam as trajetórias de mulheres com perfis variados, mas unidas pela mesma tragédia: o assassinato cometido por parceiros ou ex-companheiros que não aceitaram o fim de relacionamentos ou buscaram exercer controle absoluto sobre suas vidas.

Esses casos não apenas destroçam famílias, mas geram um reflexo imediato de revolta na sociedade, impulsionando debates sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de uma reforma cultural profunda no enfrentamento à violência de gênero.

Dayane de Morais

Dayane de Morais, 38 anos

Entre os casos mais impactantes está o de Dayane de Morais, de 38 anos, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (23), em Minas Gerais. Dayane, que fez história como a primeira mulher a comandar a Guarda Civil Municipal de Vitória, foi morta a tiros enquanto dormia em sua residência. O autor do crime foi seu ex-namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que invadiu o local por não aceitar o término da relação; após o assassinato, as investigações seguem para apurar a facilitação de acesso ao imóvel.

Flávia dos Santos

Flávia dos Santos, 38 anos

Em Aracaju, Sergipe, a empresária Flávia dos Santos, também de 38 anos, foi assassinada pelo namorado Thiago de Matos, diretor de um presídio na Bahia. O casal mantinha um relacionamento de apenas uma semana quando o crime ocorreu. Após balear Flávia, Thiago tentou o suicídio e permanece internado em estado grave sob custódia policial.

Eliene dos Reis

Eliene dos Reis, 37 anos

Ainda em Sergipe, na cidade de Capela, Eliene dos Reis, de 37 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro Jeferson Muniz, de 26 anos, em um cenário de horror presenciado pelos três filhos da vítima. Jeferson fugiu após o crime, mas morreu em confronto com a polícia durante a tentativa de captura.

Isabel dos Santos

Isabel dos Santos, 22 anos

No Recife, Pernambuco, Isabel dos Santos, de 22 anos, foi morta no final da noite de domingo em seu apartamento pelo empresário Silvio Souza Silva, de 48 anos. O agressor, que não admitia a separação, cometeu suicídio logo após o ato, deixando órfã uma filha de apenas 3 anos que o casal possuía em comum.

GIsele Alves Santana

Gisele Alves Santana, 32 anos

Mas talvez o caso de maior repercussão ocorrido neste mês envolveu integrantes da Polícia Militar de São Paulo chocou a opinião pública neste mês; a policial militar Gisele Alves Santana foi morta com um tiro na cabeça em um episódio de violência extrema que teria como autor o tenente-coronel da própria corporação, Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima.

O crime, ocorrido dia 18 de fevereiro dentro do apartamento do casal no bairro do Brás, na capital paulista, provocou forte reação dentro e fora da instituição e na sociedade como um todo, passando de um registro inicial de suicídio para uma investigação por feminicídio que levou à prisão do marido, principal suspeito do crime, um mês depois.

Após determinação da Justiça, o corpo da soldado foi exumado. O procedimento foi realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Técnico-Científica.

Em perícias realizadas após o procedimento, peritos identificaram marcas na região do pescoço e no corpo da policial militar. Segundo peritos, há sinais de que ela desmaiou antes de ser baleada na cabeça e que não apresentou defesa. Investigadores destacam o intervalo entre o disparo e o socorro, inconsistências sobre o banho, ausência de desespero e falta de tentativa de primeiros socorros por parte do suspeito, que permanece preso.

Casos de violência contra a mulher podem e devem ser denunciados. No Brasil, o principal canal é o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, com atendimento gratuito e sigiloso.

Além disso, em situações de emergência, a recomendação é acionar o 190, da Polícia Militar.

As denúncias também podem ser feitas por meio da Delegacia Eletrônica do seu estado ou presencialmente em uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).

Outra opção é o aplicativo Direitos Humanos Brasil, que permite registrar denúncias diretamente pelo celular.

A legislação brasileira, como a Lei Maria da Penha, garante proteção às vítimas e prevê medidas como afastamento do agressor, proteção policial e encaminhamento para serviços de apoio.

Canais de denúncia:

  • Ligue 180 — atendimento 24h e gratuito
  • 190 — emergências
  • Delegacia Eletrônica (site da Polícia Civil do seu estado)
  • App Direitos Humanos Brasil
  • Delegacias da Mulher (DEAMs)

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/03/2026/13:05:00

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