Após 4 dias, acesso à ponte onde jovem morreu arremessada sem corda é fechado em Limeira

O outro lado da ponte em Cordeirópolis (SP) passará por reforço da interdição, informou a prefeitura do município. No local há uma vala, que será reforçada nesta quarta-feira.
Desativada para o tráfego de veículos há 30 anos, a estrutura tem cerca de 40 metros de altura e é conhecida por receber atividades de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre. O local também tem histórico de acidentes
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
a Prefeitura de Limeira, a atuação ocorre após o Governo Federal solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até a adoção de medidas definitivas.
A Ponte do Esqueleto foi incorporado à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão do governo federal, em 2026.
Uma intervenção mais ampla não havia sido executada anteriormente em razão de limitações operacionais por parte do governo federal, afirmou a prefeitura.
A prefeitura ainda informou que alterações permanentes, como a construção de muros de contenção, a manutenção das valas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade do Governo Federal.
Máquinas abrem vala para impedir acesso a ponte onde jovem foi arremessada sem equipamentos
Histórico de acidentes
Em abril de 2024, uma ciclista de Rio Claro (SP) morreu após cair da estrutura. A vítima foi identificada como Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos.
Já em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas após caírem da ponte.
Responsabilidade pela ponte
Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV
A Ponte do Esqueleto fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, rodovia que liga Limeira a Cordeirópolis, e pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no interior de propriedades particulares.
Segundo o governo federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026. O governo afirma que, mesmo antes, “pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte”
“Em 2024, […], a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira”, alega o governo federal.
Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal.
A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. “Nenhuma providência concreta foi adotada”, pontuou.
Fonte:G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 18/06/2026/14:26:57
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