Anvisa aprova novo medicamento para Parkinson no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (25/5) o registro do medicamento Vyalev, indicado para pacientes com doença de Parkinson avançada que apresentam flutuações motoras graves e não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis.

O medicamento combina foslevodopa e foscarbidopa hidratada e atua para reduzir oscilações nos sintomas da doença. Essas flutuações fazem com que o paciente alterne períodos em que a medicação consegue controlar os movimentos e momentos em que os sintomas retornam.

A terapia é administrada por infusão subcutânea — sob a pele — de forma contínua, 24 horas por dia. O sistema funciona de forma semelhante a uma bomba de insulina e permite o ajuste individualizado das doses.

O que é o Parkinson?

O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro.
Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo tenham Parkinson.
A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades.
A doença atinge principalmente as funções motoras, causando sintomas como: lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores.
Os pacientes também podem ter: diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga.
Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação.

Como o medicamento funciona

Segundo a Anvisa, a foslevodopa atua aumentando os níveis de dopamina no organismo, ajudando a controlar os sintomas motores do Parkinson. Já a foscarbidopa potencializa a ação da substância.

O Parkinson ocorre por causa da degeneração de células do cérebro responsáveis pela produção de dopamina, neurotransmissor ligado ao controle dos movimentos. Com a redução dessa substância, os pacientes podem apresentar tremores, rigidez muscular, alterações posturais e dificuldades motoras.

Além dos sintomas motores, a doença também pode provocar alterações no olfato, depressão e prejuízos cognitivos.

Tratamento contínuo

A nova terapia foi desenvolvida para manter a liberação constante do medicamento no organismo, inclusive durante o sono, buscando evitar oscilações frequentes no controle dos sintomas.

A aprovação levou em conta estudos clínicos feitos com pacientes em estágio avançado da doença. Os resultados apontaram melhora no tempo em que os pacientes permaneciam com os movimentos controlados ao longo do dia. O tratamento já recebeu autorização em dezenas de países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Fonte: debatecarajas e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 27/05/2026/07:24:50

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