‘Amazônia Imersiva’: exposição inédita transforma obras de artistas da região em experiência 360°, em Belém

A mostra utiliza projeções audiovisuais em 360° para transformar obras de artistas amazônidas em uma experiência imersiva, na qual o público deixa de ser apenas observador e passa a ocupar o interior das imagens.

A experiência reúne trabalhos de artistas como Ailton Krenak, Coletivo Mahku, Elza Lima, Ge Viana, Glicéria Tupinambá, Hal Wildson, Jaider Esbell, Keila Sankofa, Olinda Silvano, Paulo Desana, Roberta Carvalho, Ronaldo Guedes, VJ Suave e PV Dias.

O projeto foi criado pela cantora Aíla e pela artista visual Roberta Carvalho, que também assina a curadoria de artes visuais e a codireção artística.

Segundo Roberta, a proposta do projeto também dialoga com as formas como a Amazônia foi historicamente representada.

“Se por séculos foram projetadas sobre a Amazônia imagens de ausência, violência e estereótipos, agora projetamos nossa presença. Uma presença forjada na arte, nas tecnologias que criamos, nos pensamentos que cultivamos e na disputa radical pelos nossos imaginários e narrativas”, afirma.

A iniciativa é apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Nubank, em parceria com o British Council e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, fortalecendo o compromisso conjunto com o fomento à cultura, à sustentabilidade e à difusão de novas narrativas sobre a região amazônica.

 

O que é uma projeção 360°

No centro da exposição está uma sala de projeção imersiva, equipada com vários projetores sincronizados que cobrem paredes, teto e superfícies do ambiente.

Diferente de uma exposição tradicional, onde as obras ficam penduradas nas paredes, as imagens são ampliadas, animadas e distribuídas por todo o espaço, formando um cenário visual que envolve completamente o visitante.

Essa tecnologia, conhecida como projeção 360°, cria uma imagem contínua ao redor do público. O resultado é um ambiente onde pinturas, gravuras, fotografias e vídeos ganham escala monumental e movimento, fazendo o visitante se sentir dentro da obra.

A trilha sonora reforça essa sensação. A música foi conduzida por Aíla e composta pelo produtor indígena Nelson D, do Amazonas, e será distribuída pelo espaço com som multicanal, semelhante ao utilizado em salas de cinema.

“São muitos artistas envolvidos, desde a trilha da experiência imersiva, que mergulha em ritmos amazônicos, do marabaixo ao carimbó, até a música eletrônica, do experimental ao tecnobrega”, explica Aíla.

 

Arte, pensamento e tecnologia

A exposição ocupa três ambientes dentro da Casa das Onze Janelas. O primeiro abriga a experiência imersiva com as projeções 360°.

O segundo espaço, chamado Sala Manifesta, apresenta frases, pensamentos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia, além da instalação “Ouriços Falantes”, em que caixas de som são incorporadas a ouriços de castanha para reproduzir vozes e reflexões sobre a região.

Nesse ambiente também será possível acessar experiências com óculos de realidade virtual, com obras do acervo do festival Amazônia Mapping.

Já o terceiro espaço apresenta o conceito de tecnologias ancestrais, ampliando a ideia de tecnologia para além do universo digital. A proposta é mostrar saberes ligados ao cultivo, à alimentação, à medicina da floresta e às formas de organização da vida amazônica como sistemas complexos de conhecimento.

Shows e performances

Além da exposição, o projeto também terá apresentações de música e imagem ao vivo. Entre elas está o espetáculo “As Amazônias”, com Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos, acompanhado de projeções visuais de Roberta Carvalho e Priscila Tapajowara.

A programação inclui ainda apresentações do grupo peruano Dengue Dengue Dengue e do projeto UAPI Amazônia Percussiva, que combinam música e arte visual em performances ao vivo.

Colaboração internacional

A mostra também inclui uma residência artística realizada em Belém com os artistas escoceses Tom Scholefield e Sonia Killmann, em parceria com o British Council e o Instituto Guimarães Rosa.

O trabalho foi desenvolvido junto a artistas amazônicos, entre eles Renata Chebel e Nelson D., e será apresentado em um espetáculo inédito de música e imagem.

Serviço

Data: 10/03/2026 a 06/05/2026
Horários Sessões: Terças-feiras, quintas-feiras e domingo: das 09h às 17h
Horários Sessões: Sextas-feiras e Sábados: das 09h às 20h
Endereço: Casa das 11 Janelas – Rua Siqueira Mendes – Cidade Velha, Belém
Ingresso: Entrada gratuita

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 10/03/2026/14:46:05

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