Agressão contra homem em situação de rua em Belém: Ministério dos Direitos Humanos diz que acompanha caso

Em nota, o ministério afirmou que episódios de violência extrema, como o registrado na capital paraense, “não são fatos isolados”, mas refletem problemas estruturais, como a aporofobia (discriminação contra pessoas em situação de pobreza) e outras formas de violação de direitos.
De acordo com a pasta, Belém conta com duas unidades do programa Cidadania PopRua, do Governo Federal, que oferece serviços de cuidado, higiene, guarda de pertences e atendimento especializado com assistentes sociais, psicólogos e advogados em tempo integral.
“O Ministério dos Direitos Humanos repudia todas as formas de violência contra a população em situação de rua”, reforçou o órgão.
Os jovens foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como quem aplica os choques, e Antônio Coelho, que teria filmado as cenas. Os dois ficaram em silêncio durante o depoimento à polícia e foram liberados.
A educadora de rua Naraguaçu Pureza, do movimento Emaús em parceria com a Pastoral Povo na Rua, confirmou que a vítima “tem saúde mental fragilizada e vive há anos no bairro do Umarizal”, dormindo com frequência em frente à faculdade.
Protesto em Belém sobre a agressão de estudantes contra morador em situação de rua. — Foto: Thiago Gomes/O Liberal
Durante o protesto, a própria vítima apareceu vagando pela calçada. Leila Palheta, do Coletivo Fala Perita, estava na manifestação e pede investigação séria da polícia e expulsão imediata.
Em nota, o Cesupa informou que procedeu com o afastamento cautelar dos alunos envolvidos e instaurou Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), formando comissão interna para apurar os fatos no âmbito acadêmico e notificando os alunos.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, os suspeitos foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como a pessoa que usa a arma de choque, e Antônio Coelho, que teria registrado a ação.
Vídeos amplamente compartilhados mostram Altemar Sarmento aproximando-se por trás e descarregando o taser nas costas do homem, que cambaleia. Antônio Coelho, colega de turma, grava e ri da situação.
As imagens foram registradas em pelo menos duas ocasiões na Alcindo Cacela, nas proximidades da universidade particular, onde ambos estudam.
Testemunhas relatam que Antônio Coelho exibia o taser frequentemente na faculdade, desafiando colegas: “Leva um choque por X reais”. Altemar participava das “brincadeiras”.
O caso só chegou à polícia porque dois entregadores de aplicativo presenciaram uma agressão na segunda-feira (13) e seguiram os agressores até a universidade, onde houve uma confusão.
Altemar Sarmento e Antônio Coelho prestaram depoimento na terça-feira (14), acompanhados de advogados, e foram liberados após menos de 30 minutos.
Altemar Sarmento Filho e Antonio Coelho, são suspeitos de ataque a homem em situação de rua em Belém.
OAB aponta racismo
A Ordem dos Advogados do Brasil seção do Pará apontou racismo em uma nota de repúdio publicada na segunda-feira (13). Na nota, a OAB-PA afirmou que “não se pode ignorar a dimensão racial do caso”.
Não se pode ignorar, ainda, a dimensão racial do caso. A naturalização da violência contra pessoas em situação de rua, em especial negras está inserida em um contexto estrutural de racismo que histociamente desumaniza corpos negros e os submete a reiteradas formas de violencia”, afirmou.
A OAB-PA disse ainda que “exige apuração rigorosa pelos órgãos competentes, bem como a responsabilização e punição dos envolvidos.
Fonte: g1e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/17:18:57
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