Advogada santarena presa em Manaus planejava instalar escritório de advocacia em Santarém

Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), é suspeita de ser peça-chave em um esquema de transações milionárias ligado a uma facção criminosa.
A advogada e professora universitária Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) planejava instalar escritório de advocacia em Santarém, sua terra natal.
Ela foi presa na última sexta-feira(20), em Manaus, sob suspeita de supostamente ser peça-chave em um esquema de transações milionárias ligado a uma facção criminosa. No sábado(21), a prisão foi mantida após audiência de custódia. A reportagem do portal tenta contato com a defesa da advogada.
No final do ano passado, diversos advogados atuantes no município de Santarém receberam brindes de seu escritório na capital amazonense, como calendários personalizados.
A advogada possui familiares que são proprietários de lojas de roupas e confecções localizadas nas travessas Otaviano de Matos e Padre João, mas Adriana não faz parte do quadro de sócios dessas empresas. Nos altos de uma dessas lojas o escritório seria instalado.
Adriana foi presa durante a operação Erga Homnis, que investiga lavagem de dinheiro do tráfico no Poder Público do Estado do Amazonas. Ela é apontada por relatórios de inteligência financeira como peça-chave em um esquema de transações milionárias ligado ao Comando Vermelho (CV).
Professora de Direito da Fametro , Adriana usava uma roupagem de prestígio acadêmico e social enquanto, segundo as investigações operava financeiramente no esquema para essa facção.
Doutora e mestre em Direito e Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Adriana chegou a participar de um episódio do Podcast Cenarium gravado durante a COP30, em Belém, em novembro de 2025. Na ocasião, a investigada defendeu o protagonismo dos povos amazônicos no mercado de carbono. Para a polícia, essa forte exposição midiática e o trânsito livre em eventos de alto nível funcionavam como uma sofisticada “camuflagem social”, mascarando suas supostas atividades o que facilitaria, segundo consta no relatório policia, influência do grupo criminoso em importantes esferas de poder do estado.
Nas redes sociais, além de registro de suas atividades profissionais e acadêmicas, Adriana se apresentava como corredora e maratonista.
Fonte: oestadonet e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/02/2026/08:48:33
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