Acusado de matar jovem e simular suicídio é julgado em Belém

O Tribunal do Júri de Belém começou, nesta quinta-feira (3), a julgar Luis Felipe Magno Paraense da Costa, de 29 anos, acusado pela morte da ex-companheira, Priscyla Soares Gomes, também de 29 anos. O assassinato aconteceu em fevereiro de 2023, dentro do apartamento da vítima, no bairro do Mangueirão, na capital paraense. Ele foi preso dois anos depois do crime em São Paulo, em fevereiro de 2025, e desde então permanece detido.

A acusação sustenta que Priscyla foi assassinada por ciúmes e, conforme a denúncia, a vítima teria sido estrangulada com um cabo. Depois da morte, o ambiente teria sido modificado na tentativa de criar uma aparência de suicídio, que seria para dificultar a descoberta do assassinato.

Por causa dessa suspeita, além de responder pelo homicídio qualificado, Luis Felipe também é acusado de fraude processual. O Ministério Público atribui ao caso quatro qualificadoras e sustenta que o crime foi cometido como feminicídio, de maneira cruel e sem possibilidade de reação por parte da vítima.

A fase inicial do julgamento contou com o depoimento de um médico legista e do delegado que foi responsável pela investigação, que durou aproximadamente três horas. Aos jurados, o policial apresentou elementos reunidos ao longo da apuração e afirmou que as provas técnicas relacionam o acusado ao local onde Priscyla foi encontrada morta.

Outro ponto levado ao conhecimento dos jurados foi um episódio envolvendo uma antiga companheira de Luis Felipe. Segundo o relato apresentado durante o julgamento, ela teria procurado a polícia e afirmado ter sido agredida e sufocada pelo acusado durante uma discussão.

Defesa contesta acusações

Luis Felipe é defendido por uma equipe formada por oito advogados. Durante o julgamento, os defensores tiveram a oportunidade de questionar os elementos reunidos pela acusação e apresentar aos jurados a versão da defesa sobre o que aconteceu no apartamento de Priscyla.

Ao todo, 13 pessoas foram indicadas para prestar depoimento ao longo do processo, entre testemunhas da acusação e da defesa. A lista inclui profissionais que participaram da investigação e dos exames periciais, além de familiares do réu e pessoas que tiveram contato com informações relacionadas ao caso.

O julgamento deverá considerar tanto as circunstâncias da morte de Priscyla quanto os elementos usados pela acusação para sustentar que o cenário encontrado no apartamento teria sido alterado após o crime, mas o resultado está previsto para ser definido nesta sexta-feira (4).

Fonte: dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/09/2026/07:03:52

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